
Vito Genovese
Após o Boavista – Porto em que Paulo Paraty expulsou Deco… quando este atirou a bota ao juiz portuense.
"VL – Isso…Eu acho que aquilo pá…não sei, eu ainda não vi…não vi lá os regulamentos mas…aquilo, não sei…uma merda, pá! Uma merda! Uma merda! O gajo também tem um feitio do caralho pá! Foda-se o gajo!
PC – Ó pá, é fodido um gajo ser expulso injustamente…
VL – Eu percebo! Eu percebo! Eu percebo!
PC - …e reage, pá! Que o gajo é que lhe tira a bota…o gajo diz:”saltou-lhe a bota”…”
VL – Mas ó Jorge você veja… veja aí com os seus serviços…como as coisa poderiam…conduzir-se para minorar os efeitos, pá e pronto! E depois diga-me alguma coisa pá!
PC – Aquele …Paraty é uma merda…nem…
VL – Ó pá! Uma merda…
PC - … Não tem categoria para um jogo daqueles!
VL – Sim, não…o gajo ali, chegava, matava a jogada e tal…", in Revista FOCUS, 12/09/2006
12/09/2006
ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA 7 ? - Cosa Nostra (Deles)
11/09/2006
ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA 6 ? Cosa Nostra (Deles)
Messina Donaro
"Mais umas pérolas:"Uma das situações detectadas nesta investigação do "Apito Dourado" diz respeito à relação entre juízes e futebol. Na amálgama de escutas telefónicas do processo,foram interceptadas conversasventre o advogado Lourenço Pinto,o presidente do F.C.Porto, Pinto da Costa e o Major Valentim Loureiro, presidente da Liga. O tema de conversa eram bilhetes de jogos importantes para oferecer a juízes. Os casos foram remetidos para a Procuradoria Distrital do Porto.Uma das primeiras conversas envolveu Lourenço Pinto e Valentim Loureiro: o advogado do Porto pediu ao Major cinco bilhetes para a inauguraçãodo novo Estádio da Luz, em Novembro de 2003. Segundo o advogado, os bilhetes destinavam-se a Antero Luis - na altura juíz da 1ª Vara Criminal do Porto, e actualmente Director do Serviço de Informações e Segurança (SIS), a "secreta"portuguesa - e mais três juízesdo Sul, bem como para a mulher de um deles.Valentim entra, então, em contacto com João Malheiro (ex-porta voz do Benfica) e com o anterior presidente, Manuel Vilarinho. Inquirido pelo Ministério Público, Lourenço Pinto afirmou que todos os ingressos foram pagos. No entanto, o Ministério Público registou uma série de contradições: é que o advogado, numa conversa telefónica com Valentim Loureiro disse que fez chegar os bilhetes aos destinatários, afirmando que estes tinham sido "oferecidos pelo major".Outro juíz "envolvido" nas escutas é Madeira Pinto, magistrado do Tribunal de Família e Menores do Porto. em conversacom o presidente do F.C. Porto, Lourenço Pinto solicitou dois bilhetes para um magistrado que, nesse mesmo dia, tinha tido intervenção numa diligência do processo de regulação do poder paternal em que esteva envolvido ojogador portista Deco.Os bilhetes seriam, segundo o advogado "para o nosso juíz...o mesmo". Na inquirição, Lourenço Pinto afirmou que quando utilizou aquela expressão quis dizer "nosso amigo". Dele e da sua mulher, magistrada no mesmo Tribunal.Recentemente, o Supremo Tribunal de Justiçaarquivou uma certidão que versava sobreo comportamento do juíz Desembargador Gomes da Silva, antigo presidente da Comissão Disciplinar da Liga. Em causa suspeitas de ter sido permeávela influências de Valentim Loureiro, nos processos disciplinares a Deco, Maniche e José Mourinho, todos do FC Porto na altura". in DN, de 11/09/2006.
Gostei particularmente da questão de em telefonema em que o advogado disse " para o nosso juíz" e depois explicar que se referia a um amigo dele e da mulher. Tudo se come neste país...
ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA 5 - Cosa Nostra (Deles)

Bernardo Provenzano
"O ex-árbitro Martins dos Santos, do Porto, admitiu ao telefone ter ficado contente com a vitória do FC Porto no jogo dos quartos--de-final da Taça de Portugal da época 2003/2004, frente ao Rio Ave, arbitrado pelo próprio. No dia seguinte do jogo (que decorreu a 11 de Fevereiro de 2004), a Polícia Judiciária interceptou uma conversa entre Martins dos Santos e Carlos Carvalho, membro do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol do Porto (AFP), na qual o antigo árbitro disse: "O que eu queria era que me corresse bem o jogo, (...) que me corresse bem e que ganhasse quem ganhou." Este caso consta de uma certidão enviada pelo Ministério Público de Gondomar para a comarca de Vila do Conde, na qual "propõe" uma acusação de corrupção desportiva activa para Adriano Pinto, presidente da AFP, e corrupção desportiva passiva para o ex-árbitro.Uns dias antes do jogo, que o FC Porto venceu por 2-1, foi interceptada uma conversa entre Adriano Pinto e Martins dos Santos. O presidente da Associação do Porto fez votos para que "o Martins seja sempre o melhor em campo". Esta afirmação foi entendida pelo MP de Gondomar como uma forma "encapotada" de o dirigente Adriano Pinto solicitar a Martins dos Santos que benefeciasse o FC Porto. O que poderá confirmar-se pela resposta do ex--árbitro. "Diga aos nossos amigos que... o senhor, para mim, é como um pai, e como tal, eu... não me esqueço! (...) Vou ser eu mesmo", garantia.No final do jogo, Martins dos Santos foi jantar com Lourenço Pinto, advogado do Porto com uma forte ligação ao FC Porto. A meio do jantar, e segundo o Ministério Público, porque sabia que os dois estavam juntos a jantar, o presidente portista Pinto da Costa, falando sobre Martins do Santos, "soltou" uma piada a Lourenço Pinto: "Esse senhor, hoje, devia ter marcado quatro penalties a nosso favor."De acordo com a certidão, Martins dos Santos foi o árbitro convidado para o jogo inaugural do Estádio do Dragão como forma de pagamento de "anteriores benefícios" ao FC Porto. O clube terá pensado em convidar outro árbitro, mas o presidente da AFP, Adriano Pinto, tranquilizou Martins dos Santos, garantido-lhe a presença no desafio com o Barcelona, a 16 de Novembro de 2003."A certa altura, eu zanguei-me, porque não queriam que... deixar o senhor inaugurar o campo (...) e foi de lá de dentro que escolheram outro, e eu tive de dar um murro na mesa para... para voltar a ser... você. (...) Eu sou contra a ingratidão, você sabe bem disso...", referiu Adriano Pinto a Martins dos Santos, segundo apurou uma escuta telefónica que consta do processo.", in DN, de 11/09/2006
Mais umas pérolas...
06/09/2006
ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA 4 - Cosa Nostra (Deles)
ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA 3 - Cosa Nostra (Deles)

"Structure
Boss OU ENGENHEIRO MÁXIMO - The head of the family, usually reigning as a dictator, sometimes called the "don", or "godfather". The Boss receives a cut of every operation taken on by every member of his family. Depending on the Family, the Boss may be chosen by a vote from the Caporegimes of the family. In the event of a tie, the Underboss must vote. In the past, all the members of a Family voted on the Boss, but by the late 1950s, any gathering that large attracted too much attention. [1]
Underboss - The Underboss, usually appointed by the Boss, is the second in command of the family. The Underboss is considered the Boss that is in charge of all of the other Capos, who is controlled by the Boss. The Underboss is usually first in line to become Acting Boss if the Boss is imprisoned or dies.
Consigliere - Consigliere is an advisor to the family. They are often low profile gangsters that can be trusted. They are used as a mediator of disputes or representatives or aids in meetings with other Families. They often keep the Family looking as legitimate as possible, and are, themselves, legitimate apart from some minor gambling or loan sharking. Often Consiglieres are lawyers or stock brokers, are trusted and have a close friendship or relationship with the Don. They usually do not have crew of their own, but still wield great power in the Family. They are also often the liaison between the Don and important 'bought' figures, such as politicians or Judges.
Caporegime (or Capo)- A Capo (sometimes called a Captain) is in charge of a crew. There are usually four to six crews in each family, possibly even seven to nine crews, each one consisting of up to ten Soldiers. Capos run their own small family, but must follow the limitations and guidelines created by the Boss, as well as pay him his cut of their profits. Capos are nominated by the Underboss, but typically chosen by the Boss himself.
Soldier OU INTENDENTE - Soldiers are members of the family, and can only be of Italian or Sicilian background. Soldiers start as Associates that have proven themselves. When the books are open, meaning that there is an open spot in the family, a Capo (or several Capos) may recommend an up-and-coming Associate to be a new member. In the case that there is only one slot and multiple recommendations, the Boss will decide. The new member usually becomes part of the Capo's crew that recommended him.
Associate - An Associate is not a member of the mob, but more of an errand boy. They're usually a go-between or sometimes deal in drugs to keep the heat off of the actual members. In other cases, an associate might be a corrupt labor union delegate or businessman. [2] Non-Italians will never go any further than this. However, occasionally an associate will become powerful within his own family, for example Joe Watts, a close associate of John Gotti." - fonte Wikipedia
05/09/2006
No dia em que se revelaram algumas das conversas mantidas entre Pinto da Costa e elementos da arbitragem nacional...
...estas foram as capas dos jornais desportivos nacionais:

Nem uma única referência de destaque á vergonhosa relação entre o "Engenheiro Máximo" e os árbitros...para os diários desportivos nacionais, é tudo normal e aceitável!
Ok. É por esta cobardia (ou será que também "os" têm apertados?) que eu me recuso a comprar jornais.
ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA 2

Acho que não bastam links! É preciso escarrapachar os textos, por isso aqui vai.
"A investigação no âmbito do processo Apito Dourado detectou que vários árbitros foram abordados para prejudicar o Benfica na época 2003/04, revela hoje o Diário de Notícias. "A investigação do processo Apito Dourado detectou, pelo menos três jogos, durante a época 2003/04, em que houve manobras de bastidores para prejudicar o Benfica", escreve hoje o jornal. De acordo com o DN, numa das partidas, entre os encarnados e o Nacional (que o Benfica perdeu por 2-3), foi interceptada uma conversa telefónica entre o empresário António Araújo e o presidente do clube madeirense, Rui Alves, sobre a actuação do árbitro Augusto Duarte. "Manda quem pode, obedece quem tem juízo", terá dito o empresário, citado pelo jornal. Os indícios recolhidos pelo Ministério Público (MP) neste caso passam, sobretudo, por escutas telefónicas e foram remetidos à comarca do Funchal. O DN escreve que não conseguiu apurar se o processo seguiu para a acusação ou se foi arquivado. Segundo o MP, uns dias antes do jogo Nacional- Benfica o presidente do clube madeirense informou o empresário António Araújo da nomeação de Augusto Duarte, indica o jornal. "Rui Alves terá pedido a Araújo para este abordar o árbitro", ao que o empresário afirmou: "Pronto, eu toco a andar mesmo", disse, chegando mesmo a contactar Augusto Duarte. Segundo o diário, "ao mesmo tempo, o empresário ligado ao futebol e com negócios com o FC Porto ia dando conta das diligências a Pinto da Costa e a outros dirigentes do FC Porto". "Nota o procurador Carlos Teixeira que o FC Porto tinha interesse no resultado desse jogo, já que nesta altura do campeonato, o Benfica ocupava o terceiro lugar e ainda não estava arredado da luta pelo título", indica o DN. Também há nos autos uma conversa telefónica entre António Araújo e Luís Gonçalves, da Sociedade Anónima do FC Porto (SAD), em que o primeiro refere ter estado a "tratar com o presidente aquela situação do Nacional", afirma o jornal. De acordo com o DN, o outro desafio que consta do processo é o Benfica-Boavista, de 18 de Janeiro de 2004. "Segundo o MP, Valentim Loureiro, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, ligou a Júlio Mouco, elemento da comissão de arbitragem, sugerindo o nome do árbitro Elmano Santos para o jogo em questão, acrescentando que não queria que fossem nomeados árbitros assistentes da Madeira e de Lisboa", afirma o diário. Nesse contexto, João Loureiro, presidente do Boavista, contactou Carlos Pinto, funcionário da Liga, para este dar um "toque" ao árbitro. "O homem tem de ser chamado à atenção", terá dito João Loureiro. O Boavista acabaria por perder o jogo (2-3) e Valentim Loureiro terá telefonado a Elmano Santos "bastante irado", segundo o MP.", in Record, 5/09/2006.
O rapazinho da Foto é Tottó Riina (is one of the most infamous members of the Mafiad) verdadeiro aprendiz ao pé no Cappo Português.



