11/05/2009

Valha-nos o Novo Ciclo

Mais uma vez terminou um ciclo na Luz. Mais uma vez será o treinador o elo mais fraco. E mais uma vez o Benfica termina uma época (futebolística, já que o Benfica é ainda muito mais que isso) cheio de indefinições e interrogações.
Já se percebeu há algumas semanas que Quique Flores iria ter um destino koemaniano (chamemos-lhe assim). Chega ao final da Época sem grande brilho (a Koeman ao menos devemos uma boa temporada europeia e uma vitória no Dragão) e em vez de o despedirmos, encontra-se uma saída airosa para outras paragens. Com Trapattoni foi exactamente o mesmo. Tudo bonito, com conferência de imprensa de despedida e uns abraços de circunstância. O Estilo Vieira que apenas não poupou ao enxovalho o Fernando Santos (o mesmo que acabou de conseguir um segundo lugar no campeonato Grego com o PAOK com… Sérgio Conceição…).
Interrogo-me sobre o senhor que se segue. Uns ventos sopram Scolari, outros Jesus. Se um servirá para ganhar eleições (se é que alguém duvida que não corremos o risco de mais um mandato de Vieira) o outro parece-me um treinador “matreiro” mas com o handicap de nunca ter treinado um grande clube (isto para não falar da questão da “imagem”, mas bolas, “imagem” tem o Quique e é um… flop).
Se em chamasse Rui Costa e se tivesse de escolher um destes dois nomes iria ter uma tarefa difícil. Um ganhou tudo o que havia para ganhar mas está em carreira descendente. A prestação de Scolari foi medíocre em Inglaterra e Hiddink provou que se tivesse chegado mais cedo a Stamford Bridge o Chelsea estaria porventura mais próximo do Manchester United na Premiership e na Final de Roma.
Quanto a Jesus, relembro-me que ainda na Era de Camacho (a segunda…) me cruzei com ele na Luz (ia acompanhado do Raul José) e lhe disse meio na brincadeira: “Jesus, este clube precisa é de ti.” O tempo passou e este encontro (já que falamos de Jesus) começa a “cheirar” a profecia… A questão é que me parece que o maior problema do Benfica não se encontra no treinador. Nem no Director Desportivo. E talvez vos surpreenda ainda mais dizendo que nem no consulado Vieira. O maior problema do Benfica somos nós. Os Adeptos. E a nossa cada vez mais presente falta de cultura de exigência…
Isso nem Jesus nem a Mãe (a Nossa Senhora do Caravaggio) podem salvar…

04/05/2009

Superga.

Faz hoje 60 anos que se deu a tragédia de Superga. O Torino, a equipa que dominava o futebol italiano na década de 40, regressava a casa depois de um jogo amigável em Lisboa, contra o Benfica. Perto de Turim, o avião que transportava a equipa italiana embateu contra a basílica de Superga, vitimando os 31 passageiros desse voo. Entre estes encontrava-se a equipa principal e alguns dirigentes e funcionários, mudando para sempre a história do Toro. De facto, o clube levou 30 anos a recuperar desta tragédia, sendo que a sua representatividade no futebol italiano actual talvez fosse bastante superior. Basta imaginarmos qual seria a nossa realidade se o mesmo tivesse sucedido ao grande Benfica europeu dos anos 60…

Presto assim a minha homenagem ao clube e adeptos do grande Toro.

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03/05/2009

Sábado benfiquista.

Benfica 83 – 64 FC Porto. Tinha alguma curiosidade em ver actuar ao vivo a equipa da basket do Benfica. Já tinha ouvido/lido maravilhas sobre a excelência do seu jogo, mas a qualidade geral deste desporto em Portugal sempre me deixou com um pé atrás. Pois bem, ontem aproveitei e fui ver o primeiro jogo do playoff, contra o Porto.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi a pouca presença de público no pavilhão. Sábado; boa equipa; jogo importante; Porto como adversário; todos estes motivos, e mais alguns, seriam o suficiente para uma enchente. Pelo menos nos anos 90 era assim que sucedia; jogos de playoff contra o Porto eram sinónimo de grande espectáculo na luz! Enfim, felizmente a pouca presença de público não significou falta de apoio à equipa.

Quanto ao jogo, que dizer quando os primeiros 4 lançamentos de campo do Benfica, todos convertidos, foram triplos? De facto, esta equipa está a anos luz do seu adversário de ontem e apenas alguma distracção nos ressaltos defensivos não permitiu levar o marcador para números históricos. O Benfica tem aqui, possivelmente, a equipa que, a par do Futsal, melhor representa o clube. Fico também muito feliz por verificar que a esmagadora maioria dos jogadores são portugueses: Miguel Minhava, Elvis Évora, João Santos, Diogo Carreira, Sérgio Ramos, António Tavares, entre outros, representam a tal “espinha dorsal” da selecção de que tanto se fala. Os resultados estão à vista de todos…

Hoje há novo jogo (18h) e, para além de mais uma vitória, a 32ª consecutiva para o campeonato, espero uma maior adesão dos benfiquistas. Estes rapazes merecem!

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PS: Os tristes que jogam futebol profissional voltaram a mostrar aquilo de que são capazes, ou seja, muito pouco. Sobre esses nada mais tenho a escrever, tal é o nojo que me causam.

30/04/2009

Jornalismo português.

Jornalista do Record/Correio da Manhã à procura de uma notícia.

Ontem foi o Miccoli, hoje é o Regula do Vitória de Setúbal. Quem se seguirá?

27/04/2009

Foi a isto que chegámos?

A corrida do Benfica, ocorrida no dia 26 de Abril, ficou marcada por mais uma demonstração de estupidez pura de alguns superbenfiquistas; os donos da verdade e de tudo o que a rodeia. Infelizmente, este tipo de acontecimentos tem sido habitual na vida recente do clube. Entre as agressões verbais ao Presidente em plena assembleia-geral, às tentativas de agressão na famosa manifestação da época passada, o Benfica ficou esquecido pelo caminho. O pior é que tudo isto aconteceu à frente das câmaras das TVs, expondo-nos ao ridículo da situação.

Estes acontecimentos surgem no seguimento desta nova tendência de debate benfiquista que se assemelha a uma luta, ao invés de um debate. No fim, tudo se resume a uma competição de medição de benfiquismo, mais parecendo um combate fratricida pelo domínio da razão.
Como calculam, nada disto dignifica o Benfica e, por muita razão que se tenha, temos de admitir que haja outras pessoas com opiniões diferentes da nossa.

Que se segue? Agressões físicas aos oponentes da actual direcção? É que de agressões verbais já estão eles cheios…




EDIT: O que escrevi neste post aplica-se a TODOS os intervenientes presentes no vídeo.

Estranha atracção pelo abismo.


Benfica x Marítimo, 3-2. 30 mil na Luz viram o Benfica realizar uma excelente primeira parte, com boas jogadas de envolvimento colectivo e pressão sobre o portador da bola, chegando rapidamente ao 3-0. Contudo, e como tem sido habitual, terminámos o jogo a sofrer - mais por nervosismo próprio que pela acção do adversário. Apesar da notória falta de confiança de alguns jogadores, consigo finalmente observar uma evolução positiva na atitude colectiva da equipa, tanto na entrega ao jogo como na dinâmica ofensiva. O árbitro, Rui Costa, mostrou uma apetência especial para enervar adeptos e jogadores, mas penso que decidiu bem no lance mais difícil do encontro. No meu entender, Maxi Pereira cometeu mesmo falta (ligeira) sobre o jogador do Marítimo. Se o lance ocorresse na área adversária creio que seriamos unânimes na sua análise…

No entanto, os últimos 3 jogos deixam-me a pensar no que teria acontecido se estes jogadores, e o seu treinador, não tivessem acordado tão tarde. Perder o campeonato, e possivelmente a entrada na CL, com duas derrotas consecutivas em casa é perfeitamente absurdo e imperdoável. Urge analisar muito bem tudo o que se passou este ano porque há atitudes e comportamentos que se têm vindo a repetir, ano após ano, que têm prejudicado gravemente o clube. Consigo aceitar o azar, um dia mau ou que o adversário seja pura e simplesmente melhor; não aceito falta de atitude, displicência ou arrogância.

No final da época devemos fazer uma análise sincera de tudo o que aconteceu este ano. Desde o Benfica que venceu o Nápoles ao Benfica que perdeu com o Olympiacos. Doa a quem doer.

24/04/2009

A fúria de Rui Costa na BenficaTV



Grande Rui Costa. :)