25/08/2015

Nick Hornby e o Arouca X Benfica

Aproveitei alguns dias de férias para finalmente ler o "Fever Pitch", de Nick Hornby, um livro obrigatório para qualquer adepto de futebol. Os relatos de alguns jogos e a natureza da relação daquele adepto e o seu clube (Arsenal) é espantosamente parecida à minha com o Benfica e, acredito, à de muitos adeptos de futebol com os seus respectivos emblemas.
É estranho como colocamos parte da nossa felicidade nas mãos e pés de gente que não conhecemos mas em quem acreditamos porque jogam com as nossas cores. Basta isso. Não é lógico, muito menos racional, mas é assim.

Lembrei-me desta passagem do livro a propósito do Arouca X Benfica deste fim-de-semana. Na realidade, este era um resultado que de certo modo já previa devido ao histórico de falhanços épicos do Benfica em alturas críticas do campeonato, especialmente acentuadas quando os nossos adversários também falham. Havia algum motivo para agora ser diferente? Não, claro que não... e assim foi. Nem se pode considerar o resultado uma surpresa devido às exibições recentes, mas sentimo-nos sempre frustrados quando vemos a equipa a esbarrar contra uma parede à espera que esta se mova.

No que ao jogo diz respeito, foi o costume nestas situações: o adversário marca cedo, estaciona o autocarro e aproveita todas as oportunidades possíveis para queimar tempo e quebrar o ritmo de jogo. O nervosismo instala-se, no campo e na bancada, e os erros e falhanços sucedem-se. Tudo isto, claro, com a bênção de um árbitro de fraca personalidade e sem critério.

Na verdade deixei de prestar atenção à partida desde os 60min... Já adivinhava um desfecho negativo devido à inoperância da equipa. E é precisamente isto que me preocupa neste momento: não me parece que a equipa esteja a assimilar as ideias do novo treinador. Vejo anarquia e muito nervosismo em campo, como se os jogadores não acreditassem no que está a ser feito. Não atacamos nem defendemos com eficácia porque o meio-campo não filtra nem constrói. É uma constante correria para a frente e para trás para fechar buracos e ajustar posições e assim, como é óbvio, é impossível apresentar qualidade de jogo.

Na verdade estou tão perdido como Rui Vitória parece estar. Creio que deveríamos jogar em 4-3-3, mas não sei como encaixar Jonas neste esquema... E essa parece ser também a dúvida do treinador. Poderá o nosso melhor jogador estar a prejudicar a equipa por não encaixar noutro esquema táctico?
São dúvidas a mais para esta altura do campeonato e na quinta jornada visitamos o porto. Gostaria de acreditar que as coisas vão melhorar milagrosamente, mas não creio. Parece-me que, tal como o Hornby e o seu Arsenal "chato" dos anos 70, estamos destinados a sofrer este ano. No entanto, como diz o nosso treinador, "se isto fosse fácil era para outros".

Nuno


04/08/2015

Época 2015/2016 - Ano Zer0, ou talvez não. ( Parte III )

Pré-época ( pós-jogos ) - Continuação


Conclusões e espectativas 

Concluo este artigo reforçando a minha ideia inicial, que dificilmente esta pré-época poderia ter sido melhor preparada, à excepção deste ultimo jogo, da gestão das expectativas dos adeptos e da tardia chegada de , pelo menos 2, jogadores que sejam reforços para o lado esquerdo da defesa e para o ataque. Dito assim, não parece pouco!!
Concordei com a ideia de disputar este prestigiado torneio, pois não se pode dizer não a 3.5 Milhões de Euros Limpos ( e despesas pagas) e à oportunidade de jogar perto de uma massa adepta que precisa de ver o seu Benfiquismo alimentado. 
A dimensão deste torneio é proporcional à visibilidade que um clube mundial, como o Sport Lisboa e Benfica, precisa. Isso, só por si, é muito importante.
Por outro lado, a distância dos jornaleiros portugueses, mortinhos por nos verem cair, assegurava uma tranquilidade que a equipa e o seu corpo técnico necessitavam.

A equipa respondeu a espaços e apesar dos resultados não serem os melhores, houve muitas coisas positivas:
A ideia que o Nelson Semedo pode estar mais preparado do que inicialmente  pensava;
O regresso de Fejsa;
A confirmação de Samaris;
As “ganas” de Jonathan R.

 Mas, acima de tudo fiquei com a clara ideia de onde estão os problemas:
Um defesa esquerdo com classe suficiente para vestir o Manto Sagrado;
Um verdadeiro Extremo ( embora aqui deixe o beneficio da dúvida ao Carcela;
Um Ponta de Lança capaz de marcar golos, com experiencia e capaz de despertar o melhor Jonas;
A estabilização do sistema táctico, rotinas e dinâmicas, ou neste caso a falta delas.

Este jogo em Monterrey passou-me a ideia que a supertaça tem menos importância que um jogo com o clube local e isso, para mim, é inconcebível. Depois do jogo no Azteca, só tínhamos de ter feito as malas e ter voltado para Lisboa.
Assim, o jogo da Eusébio Cup seria em Lisboa, junto dos seus adeptos, permitindo não só a recuperação total da equipa (porque Jet Lag de 6 horas ainda faz moça), mas também a preparação, com o tempo necessário, para o jogo contra um dos nossos rivais. Por outro lado aproximava a equipa dos adeptos criando aquela força que só nós sabemos dar.

A verdade é que Rui Vitória herdou um “presente envenenado”. Não é uma tarefa fácil agarrar uma equipa Bicampeã, com rotinas de  6 épocas e que vê sair 3 (ou 4) dos seus valores mais antigos e importantes, mesmo que um deles  seja por lesão.
Acredito no Rui Vitória mas também acredito que o Benfica poderia ter-lhe facilitado a vida…mas agora, para mim, é fácil falar.
Os Homens encontram-se nas dificuldades e são aqueles que não viram a cara á luta que conquistam os grandes feitos. Acredito que com mais ou menos dificuldades, no final da época estaremos a festejar novamente.
É também aqui, que todos os adeptos e sócios têm uma palavra a dizer, pois todos nos querem ver cair. Estarão todos à espera para nos cair cima qual abutres  e vai ser aqui que iremos fazer a diferença.
A equipa e principalmente o treinador não têm culpa de tudo o que se passou, portanto teremos de ser nós a carrega-los no nosso FAMOSO #COLINHO

Não sei se este será ou não o Ano Zer0, mas  pessoalmente preferia que não fosse, nem vejo motivos para o ser. Temos a casa arrumada, quer se goste ou não, conquistámos as melhores bases para fazer o melhor e isso não pode mudar com a mudança de um treinador ou de um "modelo de negócio".
Não tenho dúvidas nenhumas que o inicio desta nova época coincide com  o iniciar de um novo ciclo e só resta saber o que este nos trará!

Saudações Benfiquistas e até breve…
já com mais uma Supertaça, espero!!

Época 2015/2016 - Ano Zer0, ou talvez não. ( Parte II )

Pré-época ( pré-jogos ) - Continuação

(Depois das entrevistas de LFV… )

No que diz respeito à gestão da equipa de futebol, já tenho algumas dúvidas que estejamos a fazer o melhor (mas espero estar enganado). 
Se por um lado o S.L. Benfica tinha a vantagem de não ter de mexer muito na equipa, por outro lado tinha a responsabilidade de resolver 2 problemas essenciais:
1. A falta de um lateral esquerdo verdadeiramente capaz e digno do Manto Sagrado.
2. A gestão de espectativas do adeptos, relativamente à nova época.

Relativamente à 1ª alínea , não consigo perceber, como é que ainda não conseguimos colmatar esta deficiência no plantel. Houve tempo mais que suficiente para definitivamente resolver este “cancro”. Não é um problema novo, pois já vem da época transacta. Ok, contratou-se Marçal, mas até o maior dos românticos não acredita que esta seja Aasolução. 
É verdade que desconheço o real valor do jogador, mas infelizmente não acredito que este seja o jogador precisamos para aquela posição (espero estar enganado).
O Eliseu, por mais boa vontade que tenha, só servirá como jogador de rotação. Nessa condição seria o ideal.
Há alguns jogadores (poucos, pelo que conheço), capazes de encher esta posição e fazer-nos respirar de alívio. Se não temos capacidade negocial para sacar um Siqueira por empréstimo ou até mesmo um Fábio Coentrão, então, já devíamos ter precavido esta situação. 
Ter um valor seguro na posição e um jovem a rodar (que não terá de ser necessariamente um vindo da nossa formação), seria a solução mais viável, na minha humilde opinião.
Sim, podem achar que os nomes que referi são quase utópicos….talvez. Acho também que, para contratar para a equipa campeã, ou é reforço ou é desperdício de recursos.

Já no que diz respeito ao 2º ponto, acho que a gestão das espectativas dos associados e adeptos é importantíssima para a época que se adivinha.

Se um adepto se sente confiante e animado isso reflecte-se na bilheteira, no Merchandising e principalmente, no apoio à equipa na nossa catedral.
Há variadíssimas formas de o fazer. Contratar 1 ou 2 grandes jogadores é a forma mais eficaz, pois quem não ficaria animado a ver chegar um Fábio Coentrão ou até um Markovic !? 
Mas, ainda assim, colocando a hipótese de não haver capacidade negocial para trazer estes jogadores, há outras formas de animar o povo! Aí, faltou-nos, por exemplo, um jogo em casa de apresentação ou mesmo a Eusébio Cup, que por mais benefícios que traga, deveria ser sempre disputada no nosso estádio. Não é o fim do mundo ser diputada noutro País, mas é muito mau ser disputada sem Benfiquistas. 
O Eusébio merece ser sempre recordado ao lado daqueles que mais o admiram!

É aqui que começam os problemas, porque se por um lado não consegues animar o povo com contratações e com a proximidade com aqueles que acompanham a equipa durante todo o ano, por outro os resultados dos jogos de pré-época não têm ajudado. Mas já lá iremos.
Confesso que, para além da ânsia que inicie a época (sim porque as saudades de enfiar uma fresquinha pela goela e depois ver o Maior do Mundo, já é muita), estou curioso para ver como será a recepção à equipa no nosso estádio, embora a supertaça aqui, assuma mais importância que o habitual.


Pré-época ( pós-jogos )


A nossa equipa rumou à América do Norte para disputar 5 jogos de preparação, sendo que quatro deles faziam parte da International Champions Cup ( PSG, Fiorentina, New York Red Bulls e América FC ) e o 5º e ultimo jogo de preparação para disputar a Eusébio Cup, em Monterrey.

A abrir, jogo de Champions!
Fomos recebidos no Canadá, por um mar de gente Benfiquista, para disputar aquele que seria o 1º jogo de preparação e logo com o “Novo Milionário” PSG. Este, foi também o 1º jogo com Rui Vitória ao leme da equipa, logo o 1º jogo pós Jorge Jesus e Maxi Pereira. Foi o 1º jogo em muitas situações e portanto teria sempre de ser um jogo especial.
Jogámos 24h depois de uma viagem longa e cheio de condicionantes, como aquelas que enumerei anteriormente. 
Confesso, que não tinha grandes espectativas, mas acabei por ficar satisfeito.
Entrámos no habitual 4-4-2, com um onze aproximado ao habitual, com Eliseu (à esquerda) , Luisão , Jardel (no meio) e Silvio (na Direita - 1ª novidade) Fejsa ,  Pizzi (no meio campo), Talisca (na ala direita  - 2º novidade) , Gaitan (na ala esquerda) e na frente, a dupla habitual, com Jonas e Lima.
Boa primeira parte, com a equipa a responder fisicamente bem ( o que para mim foi uma surpresa) e a marcar dois golos na sequência de duas boas jogadas. 
Talisca respondeu bem à nova posição e Fejsa revelou estar perto da sua condição física mas ainda um pouco longe do “seu futebol”.
Nota negativa para os golos sofridos, que apesarem de serem típicos de pré-época , revelaram muita falta concentração e um Paulo Lopes ( que apesar da sua importância no Balneario), não serve para 2º Guarda Redes .
Perdemos. Ainda assim gostei da equipa na 1ª parte, que obviamente piorou com as muitas mexidas na 2ª parte.

Com o segundo, apareceu a 2ª derrota , mas desta vez nas g.p e após um 0-0 nos 90 minutos.
Confesso que tivemos azar em calhar com esta equipa Italiana no nosso grupo, pois se os jogos de pré-época já são por norma pouco emotivos, com este tipo de equipas, qualquer réstia de emotividade se esvai, com um estilo que já não se pratica em lado nenhum ( só mesmo em italia). A Fiorentina teve como principal objectivo anular o Benfica ( as vezes levando à letra a parte do anular), usando um meio campo super povoado  e um jogo muito físico. Espreitava os contra-ataques sempre que podia, pois nisso os Italianos ainda são peritos.
Rui Vitória voltou a usar 4-4-2, onde as novidades, foram as entradas de André Almeida para o lado direito da defesa e o meio campo constituído por Fejsa e Samaris, com este a jogar a na posição 8. Na frente, quase tudo igual, com Gaitan na Esquerda, Talisca na Direita e Jonas na frente com o “menino” Jonathan Rodriguez.
Aqui , tivemos a ideia do que se ia confirmar mais à frente – Lima, era muito importante – 
Este jogo ficou marcado, pela falta de oportunidades e pela péssima arbitragem , num jogo, em que o homem do apito permitiu quase tudo aos italianos ( agressões incluídas) e conseguiu expulsar Luisão por estar na barreira. Enfim…
Fomos obrigados a jogar com 10 e nessa base foi mais um teste.
O que retirei deste jogo, foi mais uma boa resposta física e a clara ideia que sem Lima ( ou alguém parecido) e com Talisca na direita, teremos muitas dificuldades em criar chances de golo.
Nota positiva para Jonathan R., sempre com muita vontade e genica (Quando se está a começar, isto é muito importante) e para boa circulação de bola, pelo menos até aos últimos 30/25 metros.
Nota negativa, para um meio campo sem capacidade de criar, embora este jogo tivesse características diferentes. Ficou a clara impressão que Jonas ainda está longe do que é capaz de fazer e que sem o apoio de Lima e de um verdadeiro extremo que consiga dar profundidade ao jogo, pareceu um pouco perdido.
O terceiro desafio coincidiu com a melhor exibição até então. Apesar da derrota, ficaram as inúmeras oportunidades de golo e a estreia de uma série de jogadores.
Desta vez a escolha de Rui Vitória recaiu para um 4-2-3-1, tendo em conta a ausência de Lima e também de Jonas no 11 (embora por diferentes razões).
As alterações começaram na Baliza com a entrada de Ederson, que assim se estreava como titular na equipa do Benfica.
Este jogo também ficou marcado pela estreia de Nelson Semedo ( Defesa Direito), Lisando ( defesa central) e Tarabt ( que actou como pivot ofensivo ).
Todas as estreias foram positivas, mas pessoalmente, gostei muito de Nelson Semedo. Mostrou ter dimensão física e rapidez para jogar com os melhores. Aprendendo a gerir os tempos de jogo, poderá entrar nas contas de Rui Vitória…nas minhas, já entrou.
A equipa respondeu bem a este novo desafio táctico. Criou oportunidades e foi quase sempre capaz de circular a bola de forma a desequilibrar o adversário. Marcou um golo cedo e podia ter ampliado a vantagem, não fosse a incapacidade em concretizar as oportunidades ( Jonathan e Carcela ).
Por oposição, a defesa mostrou-se intranquila, começando pelo Capitão ( que esteve claramente em noite não), que acusou o desgaste da série de jogos.
No meio campo, Samaris e Pizzi entenderam-se sempre bem, algo facilmente justificável. Samaris, sempre forte na leitura de jogo e rápido recuperação que com a ajuda de Pizzi, conseguiram traduzir este domínio nos melhores 45 minutos do torneio.
Um dos factores de interesse deste jogo foi a estreia de Tarabt, que apesar da sua ainda limitada condição física, mostrou alguns dos dotes que esperamos que possam ajudar a equipa ao longo da época. Apesar de pesado, mostrou dimensão técnica no passe e finta curta arriscando mesmo 2 remates…num deles tentou um golo olímpico, que este perto. 
Do lado esquerdo do ataque, esteve Ola John. Na realidade não esteve e pouco há para dizer deste fetiche tão caro do nosso ex-treinador. Continua a não perceber o jogo e a não querer dar o que pode/deve. Não chega e não se pode contar com ele.
Do outro lado do ataque, Carcela estava disposto a mostrar o porquê do investimento. Apesar de ainda denotar algumas limitações físicas, foi sempre capaz de jogar ao primeiro toque, pressionar enquanto pôde e de aparecer em zonas de finalização.
Fiquei com a clara ideia que Carcela não é um extremo capaz de ir à linha de fundo cruzar e de dar profundidade ao jogo. Carcela é mais um jogador de diagonais que procura sempre espaços interiores e “tabelinhas” curtas, muito à imagem de Gaitan ( com as devidas distâncias ), mas com a desvantagem de jogar com o pé esquerdo do lado direito. Gaitan, consegue a espaço, ir à linha e fazer cruzamentos, mas porque jogar do lado esquerdo com pé esquerdo lhe dá essa vantagem. Quando joga do lado oposto, o problema é o mesmo.
O Golos estavam a encargo de Jonathan R. Infelizmente e apesar das boas movimentações, mostrou-se perdulário. Um “Golinho” fazia-lhe falta.
Perdemos o jogo, pela incapacidade de concretizar e pela desconcentração defensiva, principalmente no primeiro golo sofrido. 
Mesmo com as mexidas da 2ª parte (que trouxe um Duricic e um Guedes “cheios ode Gás”), a equipa continua a criar a falhar golos. Foi uma pena.
A verdade é que perdemos e ainda tínhamos alguns problemas para resolver.

Com o 4º e último jogo do torneio, um novo obstáculo pela frente, a juntar aos habituais. Agora, para além do adversário no relvado, tínhamos de lutar contra a altitude e a humidade. Aqui muitas vozes se levantaram contra este jogo, mas a verdade é que este também fazia parte “do contrato”.
Jogar a 2250 metros de altitude é sempre complicado. Menos oxigénio, logo menos capacidade para responder. Mas, se a isto juntarmos uma pré-época , viagens e JET Lag, facilmente chegamos à conclusão que o maior adversário que enfrentámos, fomos nós próprios!
Defrontámos o Clube América ( clube mais titulado Mexicano, que está a disputar a final o campeonato) e foi, na generalidade, um mau jogo, onde voltámos a tentar o 4-2-3-1, mas agora com outras peças de Xadrez.
Jonas foi o homem mais avançado, Talisca ocupou o lugar de Carcela e Fejsa o de Samaris. Jardel voltou a fazer dupla com Luisão e Eiseu voltou ao lado esquerdo da defesa.
Com alguma surpresa (pelo menos para mim) , o Benfica entrou e bem e rapidamente poderia ter ficado em vantagem, não fosse o penalti falhado por Jonas logo nos primeiros minutos ( confirmando o seu mau momento de forma).
Com o passar do tempo o jogo foi piorando, acompanhando a falta de frescura física dos jogadores.
Eliseu esteve quase sempre mal, quer no passe quer no apoio ao ataque.
Poucas oportunidades de golo houve e a incapacidade de criar e de colocar a bola na área foi uma constante.
Num jogo de maior controlo , tendo em conta a falta de folego, acabámos por ser mais felizes nas g.p, onde os “nossos meninos” não tremeram.
Nota: Ederson revelou uma enorme segurança durante os minutos que esteve em campo e não me refiro ao penaltis, onde revelou especial apetência para acertar no lado da bola.
Terminou assim a experiência na International Champions Cup, com um saldo claramente negativo, mas que nos dava uma clara ideia do que precisamos e do que podíamos potenciar. Lá chegaremos.

Os jogos de preparação terminariam com a Eusébio Cup, que desta vez e pela primeira, se disputaria fora do Estádio da Luz e longe dos Benfiquistas.
Monterrey foi a equipa escolhida para disputar o troféu , na sequência do convite para a inauguração do novo estádio do clube local .
A equipa técnica e tão agora falada estrutura, decidiu ( e na minha opinião bem), não viajar para Monterrey tendo em conta a as altas temperaturas que se verificavam por ali. Assim, decidiu-se continuar a treinar em altitude, tendo dar alguma dimensão física aos jogadores e aproveitando a privacidade e traquilidade do local ..veremos se a escolha foi a mais correcta. 
Pela hora do jogo os termómetros marcavam 35ºC ás 22h00, e 100% de humidade relativa. Acho que estas duas razões são as suficientes para concluir que este jogo era perfeitamente dispensável e que só por aqui, podemos ter arriscado o tão esperado jogo da Supertaça, mas teremos tempo para espremer esse jogo mais adiante. 
Na realidade, nem sei bem descrever o que aconteceu nessa madrugada, pois foi praticamente tudo mau.
Sempre disse, que não entraria em desesperos pelos resultados não estarem a aparecer, porque na realidade (e para além das mudanças que sofremos) os resultados de pré-época dizem-nos quase sempre muito pouco sobre o que será o desenrolar da época. Mas também sempre disse, que este jogo era o primeiro jogo a contar. Primeiro porque era a Eusébio Cup e temos a responsabilidade de honrar esta competição e depois porque queria mesmo “bater” neste Monterrey.
Nada feito, pois nem conseguimos honrar o King e ainda trouxemos o saco cheio para casa. Um saco de golos sofridos e de preocupações.
Foi tudo mau, desde o calor à humidade, da lesão do Luisão à incapacidade de nos mexermos.
A equipa revelou fragilidades defensivas preocupantes , que não têm necessariamente a ver com a defesa, mas sim como as dinâmicas defensivas. Revelou-se, mais uma vez , incapaz de criar futebol pelos flancos e de finalizar. 
Este jogo mostrou-nos também que este 4-4-2, que voltou a ser testado, não funciona sem extremos capazes de desequilibrar pelos francos e de servir os avançados. Para jogar num 4-4-2 sem extremos, mais vale apostar num 4-3-3…digo eu.
Talisca não sabe, nem tem de saber, jogar pelos flancos. Carcela, parece-me ser um jogador de diagonais, logo está longe de ser um flanqueador (mas posso estar enganado). Honestamente, não vejo nenhuma solução no plantel para (mais) este problema.
É difícil descrever este jogo, porque na minha óptica foi tudo o que não queria ver, mas ainda assim, salvou-se o Júlio César ( que  “monstro”) e o Nelson Semedo, que voltou a entrar muito bem…tudo resto foi um deserto!
Nota muito negativa para execução de “bolas paradas”. Ou não é treinado, ou anda tudo a dormir. Não houve um único livre lateral ou pontapé de canto que tivesse corrido bem, durante todos este 
Quero desejar, que isto tenha sido uma consequência do calor, humidade e das viagens e que a equipa limpe todas as minhas dúvidas (quase certezas), já no próximo Domingo, com  uma resposta à Bicampeão !!
(continua..)

Época 2015/2016 - Ano Zer0, ou talvez não. ( Parte I )

A época 2015/2016 marca o regresso do Benfica365 em força!
Esperemos que o Glorioso esteja à altura deste regresso! Ou será o contrário?
Fica a promessa de acompanhar o S.L.Benfica bem por perto e partilhar com todos os Benfiquistas (os outros são dispensáveis), as nossas ideias, alegrias, vivências, angustias e paixão pelo Maior do Mundo!
Fica o aviso: não contem comigo para alimentar guerrilhas contra os "nossos", seja por que motivo for.
Todos temos ideias, direito à opinião e à crítica. Não temos o direito de ajudar os adversários, alimentando polémicas e "ódiozinhos" mesquinhos apenas porque não gostamos de "A" ou de "B".

Dito isto, avancemos ao que interessa, que é como quem diz, venha de lá essa nova época que o povo quer é falar de bola!

Já muito se tem falado das mudanças no nosso clube, desde o(s) jogador(es) que perdemos e se juntaram aos rivais, a treinadores que acharam por bem mudar de ares e começar novas aventuras pintados com outras cores (grandes malucos) .
Já muito se falou também do nosso novo "Comandante" que, até que me provem o contrário é o melhor do mundo, e das condições que terá para fazer um trabalho à altura dos pergaminhos do S.L.B
Já muito se falou de novos sistemas tácticos e novas dinâmicas; novas metodologias e novos discursos; novo ciclo e projecto.
Para mim, ainda não se falou de rigorosamente nada e ainda há tanto para depositar...

Pré-época ( pré-jogos )

Muitas páginas de jornais e web se preencheram a falar da pré-época do nosso clube, mesmo quando nada havia para dizer. Fantástico!
As escolhas, os timings , etc…
Há quem concorde com as escolhas e, obviamente, quem discorde. Eu cá sou da opinião do deixa ver para crer.

Diferente teria sempre de ser. Novas pessoas, ideias e métodos.

Após a surpreendente saída do ex-treinador para um clube menor e a consequente escolha de Rui Vitória para comandar os destinos da nossa equipa principal, a tão falada “estrutura” fechou-se em copas. As notícias escassearam e mesmo as que circulavam eram na base do “atirar barro à parede”. Nem com a saída do “Mínimo” para o Palermo de cá do sítio os responsáveis do clube adoptaram uma postura diferente.
Os treinos, esses, foram à porta fechada durante 2 semanas onde se começou a preparar a digressão pela América do Norte na prestigiada International Champions Cup e também a Supertaça (espero), que este ano terá uma importância acrescida pelos motivos que todos sabemos.
Muitas vozes se levantaram contra a preparação desta pré-época. Primeiro porque era errado fazer uma digressão pelos States…nessa base vi e li teorias sobre quase tudo:
·         Porque as temperaturas eram altas e a condição física poderia não ser preparada da melhor forma;
·         Porque a equipa deveria ter ficado por casa e estar perto dos adeptos;
·         Porque o Presidente não acompanhou a equipa;
·         Porque a equipa a ir, deveria ter ido já com o plantel definido;
·         Porquê, depois do regresso, resta pouco tempo para preparar a supertaça;
·         Porque houve poucos jogos de preparação, etc…

Relativamente a esta pré-época, honestamente, acho que dificilmente pudesse ter sido melhor preparada, tendo em conta as condicionantes. A digressão pelos States não só nos obrigou a competir com equipas médias/altas, como também nos trouxe um encaixe financeiro importante, não só pelos valores distribuídos pela organização do torneio, mas também por aproximar o Clube a uma comunidade de Portugueses, adeptos e sócios do clube que pela distância precisam de alimentar o seu Benfiquismo  e sempre compram mais umas camisolas e produtos de marca Benfica.
Depois, sou também da opinião que a distância, neste caso, pode ter sido benéfica.
Estar em Portugal a ser bombardeado por notícias de supostas contratações, saídas, pressões sobre a equipa técnica, nesta conjectura, poderia ter trazido “males piores” do que aqueles que enfrentamos por lá. Se a pressão já é grande assim, imaginem se a equipa estivesse por cá.
Ainda assim, houve coisas com as quais não concordo e até me deixaram surpreso, mas já lá iremos.
Pelo meio, duas grandes entrevistas do nosso Presidente aos principais meios de comunicação desportiva. Como não podia deixar de ser, choveram críticas negativas e (algumas) positivas. Eu sou daqueles que prefere ler antes de fazer qualquer tipo de críticas.
Acho que o Sr. Luís Filipe Vieira, melhorou muito na comunicação e já lá vão os tempos em que riamos ou chorávamos das suas entrevistas. Goste-se ou não dos conteúdos, o nosso Presidente ganhou “o poder da comunicação” muito por força das pessoas que escolheu para o rodear.
Relativamente ao que foi dito nas respectivas entrevistas, não achando que esteve brilhante, também não acho que tenha comprometido. Mostrou-se sempre seguro e convicto. Bem ou mal, é assim que deve ser. 
Embora não tenha conseguido resistir à tentação de falar sobre o “Mínimo” e sobre novo gestor do futebol do clube dos Viscondezes falidos, também não se alongou em grandes conversas sobre o tema. Por mim, não falava mais sobre essas pessoas. São capítulos fechados e não precisam do nosso tempo de antena.
Com estas entrevistas chegaram as críticas à gestão do clube, nomeadamente à gestão do Futebol. Primeiro, porque deveria ter acompanhado a equipa na digressão e depois porque a política de contratações não estará ser bem aceite por alguns.
Ora, relativamente ao acompanhar ou não a equipa na digressão acho que neste momento o melhor mesmo é estar (fisicamente) distante. Se por um lado a equipa precisa de se fechar em si própria, por outro, com o Presidente por cá, o foco durante 2 semanas ficou em exclusivo nele, desviando um pouco as atenções da equipa.
Para além disso, as pessoas confundem o Presidente de um clube como o Nosso com um “Presidente do futebol”. O Benfica é um clube que tem de responder em várias frentes. Os compromissos institucionais e protocolos, numa instituição desde nível têm de ser cumpridos e alimentados. Luis Filipe Vieira não é o presidente da equipa de futebol do Benfica: é o Presidente de uma instituição com um sem número de modalidades (vencedoras)  e com variadíssimos compromissos desportivos, financeiros e até sociais.  Não nos confundam com clubes de bairro… e não duvidem do meu respeito muito os clubes de bairro!

(Continua…)

16/09/2014

Palavras para quê?

É disto que é feito o jornalismo em Portugal.

30/07/2014

Romero? Não, obrigado.

Depois de anunciado como reforço garantido para a baliza do Benfica, eis que tudo se complica no negócio Romero. Melhor só se fosse parar a um dos rivais directos. Porquê? É só ver o vídeo abaixo. 


Se não não for para vir um GR claramente melhor que o Artur mais vale nem gastar dinheiro. 

E que tal Mark Schwarzer (Chelsea) ou Vítor (Atlético Mineiro)?

27/07/2014

Benfica vs Ajax (0-1)

Eusébio Cup.

Mais uma derrota benfiquista, a terceira em quatro jogos, mas desta vez sobram alguns sinais positivos da exibição da equipa. Conseguimos criar oportunidades suficientes para vencer tranquilamente, mas acabámos castigados pela displicência e/ou falta de acerto.

Talvez fosse interessante o Jesus experimentar novos esquemas táticos porque esta mais do que visto que os novos jogadores não têm a mesma dinâmica dos que saíram neste Verão, especialmente no meio-campo. Um 4-3-3 permitiria reforçar a zona central, e por arrasto a defesa, e não iria retirar poder atacante porque continuamos a jogar com um a menos na frente. Está na altura de colocarmos uns cartazes a oferecer recompensa para quem encontrar o Cardozo, não?

Aqui fica uma proposta para o 4-3-3:

No que diz respeito a análises individuais, destaque mais uma vez para Talísca e Benito, os únicos verdadeiros reforços até ao momento. César demonstrou, para quem ainda tinha dúvidas, que não tem andamento para este nível e Jara disse definitivamente adeus ao Benfica. Bebé e Eliseu terão tempo e oportunidades para mostrar o que valem, mas as primeiras impressões foram boas.

Agora vem a Emirates Cup, claramente o teste mais difícil até ao momento. Vamos ver como a equipa reage.