16/06/2009

The Jorge Jesus effect.

Jorge Jesus será o próximo treinador do Benfica. Ao que tudo indica, assinará um contrato por objectivos com a duração de duas temporadas. Até aqui tudo bem; aprecio bastante o modo de trabalhar de Jesus e reconheço-lhe mérito pelo que realizou nos clubes por onde passou nos últimos anos.


No entanto, parece-me que os benfiquistas já estão fartos de Jesus mesmo antes da assinatura do seu vínculo com o clube. Toda esta novela em torno de “Quique” Flores, primeiro, e Jorge Jesus, depois, desgastou bastante a imagem e a margem de manobra do treinador português. Parece-me haver muita gente mortinha que a pré-época corra mal apenas para poder afirmar “eu tinha razão!”. Se tal acontecer, o Presidente eleito deverá apoiar incondicionalmente o treinador, afastando à partida qualquer tentativa de destabilização. Digo-o neste momento pois isto foi exactamente o oposto do que esta direcção, Rui Costa incluído, fez com “Quique” Flores. Os últimos dois meses do espanhol no Benfica foram uma autêntica vergonha e um exemplo perfeito daquilo que não deve ser feito na gestão de uma equipa de futebol.

Por outro lado, a própria contratação de Jesus esteve, como começa a ser hábito, envolta em grande confusão… e muito pouco secretismo. Os diários desportivos já escreviam sobre este negócio ainda o campeonato não tinha terminado. “É tudo mentira!”, diziam os responsáveis do SLB à CMVM; um mês e meio depois, aqui temos a confirmação que afinal era mesmo verdade.

Assim, com toda esta confusão a actual direcção conseguiu três efeitos:
  1. Irritar os seus adeptos a ponto de se anteciparem eleições devido ao ruído gerado por esta sequência de casos (Ramires/CMVM + “Quique” + Álvaro Pereira + Jesus).
  2. Aumentar o poder e credibilidade do jornal Record, que noticiou o negócio desde a primeira hora.
  3. Degradar, ainda mais, as relações institucionais com o Sporting Clube de Braga, clube do qual se esperava uma benesse na cedência de Jesus. Não o fizeram, e muito bem! Esperaria um comportamento igual do meu Presidente num caso semelhante.

É triste verificar que numa altura do ano em que tradicionalmente os ânimos se recarregam e as esperanças se renovam tem sucedido exactamente o contrário. O clube está, neste momento, completamente fracturado em diversas facções. De um lado temos os apoiantes da actual direcção e do outro grupos e movimentos oposicionistas. Pelo caminho vão ficando todos aqueles que se habituaram a ver regularmente o Benfica campeão.

Parece-me que a (falsa) pretensão que as futuras eleições tragam paz e sossego ao clube é perfeitamente utópica, pois a “estratégia” de Vieira proporcionou a desculpa perfeita para uma eventual derrota da oposição nas eleições. “Não tivemos tempo”, dirão os prováveis derrotados. Até neste capítulo Vieira falhou rotundamente.

A guerrilha segue dentro de momentos. O Benfica, esse, vai-se afundando cada vez mais.

1 Comentários:

Anónimo disse...

Vai começar a broncalheira do jesus, se continuar assim nem no 3 lugar ficamos, temos ke unir-nos e tirar o Vieira de presidente, se não, nada feito é sempre mais do mesmo todos os anos (temos a melhor equipa do mundo, agora é que é, o Rui costa sabe muito de futebol deixem-nos trabalhar, vamso apostar na formação, agora temos um estádio e infraestruturas de um grande clube), até quando ainda vamos cair nestas cantigas, então, e os nossos rivais não têm isso tudo também? Porque motivo é que o benfica não devia ter um novo estádio, se somos 6 milhões! Benfiquistas acordem vamos votar no movimento benfica vencer nem todos são Vale de Azevedo, isso são cantigas do Vieira para não ter oposição, ainda existem benfiquistas ou só o Vilarinho e o VIEIRA são os Únicos a gostar do benfica? Temos que mudar, VOTA MOVIMENTO BENFICA VENCER VENCER......... a mudança é necessária, se não, temos um Eduardo, um Weldon, Marcel, Cesar Peixoto ou Frechaut mas o que é isto voltamos à época do Artur Jorge ou que? Mudança de ideias tem que chegar. Com Jesus só na Playstation.

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