20/07/2009

Sion, Shakhtar, Athletic Bilbao e Olhanense.

Sion e Shakhtar.

Guardei este post para uma altura mais avançada da pré-época justamente para me defender da euforia inicial, tanto de adeptos como dos jogadores. Não seria a primeira vez que uma pré-época bem conseguida faria os benfiquista sonhar… normalmente mais alto do que deviam. Assim, preferi ver os jogos iniciais para ter uma ideia mais definida do verdadeiro potencial deste plantel.

Sinceramente, fiquei bastante admirado com os dois primeiros jogos da equipa. Tanto no primeiro, contra o Sion, como no segundo, contra o Shakhtar, os jogadores tiveram um comportamento totalmente inverso ao verificado no ano passado. Ver Cardozo, Aimar e Di Maria a correr atrás dos adversários é algo que, honestamente, não julguei ser possível. A equipa demonstrou uma dinâmica de grupo de tal modo positiva que nem se notou que tínhamos dois miúdos no centro da defesa (Roderick vai ser um caso sério).

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Bilbao e Olhanense.

No entanto, o torneio do Guadiana trouxe-nos um Benfica um pouco diferente. Se contra o Bilbao a equipa conseguiu responder bem à desvantagem, novamente através do futebol apoiado e coeso da segunda parte, já se notaram alguns dos vícios “Florianos” que péssimos resultados nos trouxeram: a dada altura, o jogo ofensivo do Benfica resumia-se a bola-para-a-frente-e-o-Cardozo-que-as-apanhe. No jogo da final, contra o FC Porto B, isso foi ainda mais notório. A equipa esteve algo presa de movimentos e raramente se conseguiu soltar do espartilho imposto pelos algarvios. Salvou-se o resultado e a raça de alguns jogadores.

Verifico que, de jogo para jogo, a qualidade das exibições tem decaído quando deveria acontecer exactamente o oposto. No entanto, é justo frisar que a equipa está com uma atitude completamente diferente da época passada e que o período em que nos encontramos serve exactamente para corrigir erros e acertar estratégias. Vejo um Aimar diferente, mais combativo e participativo, um Saviola muito bem integrado no ataque e com um entendimento bastante interessante com Cardozo e, acima de tudo, um Coentrão a prometer partir a loiça toda. Estou também bastante curioso por ver que efeito trará a inclusão de Ramires na equipa – previsivelmente no vértice direito do losango. A inclusão de Ramires e, talvez, Javi García, poderão fazer toda a diferença pois considero o nosso meio-campo o elo mais fraco da equipa. Já era assim na época anterior, continua a sê-lo este ano… para já.

Atlético Madrid.

Amanhã a bola volta a rolar na Luz e eu espero ver uma equipa dinâmica, pressionante e decidida. Muito mais do que um resultado, nesta altura importa impor métodos e implementar uma cultura de exigência nos jogadores - um pouco disto depende também de nós, os adeptos. Eu não quero um Benfica campeão de pré-época ou Inverno: quero o Benfica campeão em Maio!

Vamos a eles!

1 Comentários:

Joli disse...

A mim o que me preocupa é a defesa, trinco incluido, ate agora tem sido o elo mais fraco. Para mim.

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