11/09/2006

ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA 6 ? Cosa Nostra (Deles)

Messina Donaro


"Mais umas pérolas:"Uma das situações detectadas nesta investigação do "Apito Dourado" diz respeito à relação entre juízes e futebol. Na amálgama de escutas telefónicas do processo,foram interceptadas conversasventre o advogado Lourenço Pinto,o presidente do F.C.Porto, Pinto da Costa e o Major Valentim Loureiro, presidente da Liga. O tema de conversa eram bilhetes de jogos importantes para oferecer a juízes. Os casos foram remetidos para a Procuradoria Distrital do Porto.Uma das primeiras conversas envolveu Lourenço Pinto e Valentim Loureiro: o advogado do Porto pediu ao Major cinco bilhetes para a inauguraçãodo novo Estádio da Luz, em Novembro de 2003. Segundo o advogado, os bilhetes destinavam-se a Antero Luis - na altura juíz da 1ª Vara Criminal do Porto, e actualmente Director do Serviço de Informações e Segurança (SIS), a "secreta"portuguesa - e mais três juízesdo Sul, bem como para a mulher de um deles.Valentim entra, então, em contacto com João Malheiro (ex-porta voz do Benfica) e com o anterior presidente, Manuel Vilarinho. Inquirido pelo Ministério Público, Lourenço Pinto afirmou que todos os ingressos foram pagos. No entanto, o Ministério Público registou uma série de contradições: é que o advogado, numa conversa telefónica com Valentim Loureiro disse que fez chegar os bilhetes aos destinatários, afirmando que estes tinham sido "oferecidos pelo major".Outro juíz "envolvido" nas escutas é Madeira Pinto, magistrado do Tribunal de Família e Menores do Porto. em conversacom o presidente do F.C. Porto, Lourenço Pinto solicitou dois bilhetes para um magistrado que, nesse mesmo dia, tinha tido intervenção numa diligência do processo de regulação do poder paternal em que esteva envolvido ojogador portista Deco.Os bilhetes seriam, segundo o advogado "para o nosso juíz...o mesmo". Na inquirição, Lourenço Pinto afirmou que quando utilizou aquela expressão quis dizer "nosso amigo". Dele e da sua mulher, magistrada no mesmo Tribunal.Recentemente, o Supremo Tribunal de Justiçaarquivou uma certidão que versava sobreo comportamento do juíz Desembargador Gomes da Silva, antigo presidente da Comissão Disciplinar da Liga. Em causa suspeitas de ter sido permeávela influências de Valentim Loureiro, nos processos disciplinares a Deco, Maniche e José Mourinho, todos do FC Porto na altura". in DN, de 11/09/2006.

Gostei particularmente da questão de em telefonema em que o advogado disse " para o nosso juíz" e depois explicar que se referia a um amigo dele e da mulher. Tudo se come neste país...

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