29/06/2009

A Mística.

A mística. Algo de que muita gente fala mas poucos entendem ou sequer conseguem definir. A mística, meus amigos, a mística vê-se em cada jogada, em cada golo e em cada momento de sofrimento da nossa equipa de Futsal. O jogo deste Sábado, em Belém, para além de um autêntico hino à modalidade, serviu para demonstrar inequivocamente que as modalidades do clube são, hoje em dia, o representante máximo do velho espírito benfiquista. É nestes jogadores, a esmagadora maioria dos quais são portugueses, que encontramos a raça, a força e o querer! No entanto, há que dizê-lo, o jogo estava completamente inclinado para o nosso lado… eram 5 azuis contra 400 benfiquistas! Nestas condições, a vitória só poderia ser nossa.

Devo admitir que após o terceiro golo do Belenenses, contra nenhum do Benfica, temi que o campeonato estivesse resolvido. Contudo, este sentimento logo desapareceu quando me lembrei do jogo de há umas semanas contra o Freixieiro, em Matosinhos (vitória em penaltis depois de mais uma grande recuperação no marcador). “Porra, estes sofrem como eu; eles não vão desistir!”, pensei eu. E não desistiram mesmo. Venceram por 3 – 6 e trouxeram o jogo decisivo para a Luz quando já poucos acreditariam neste desfecho.

 

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Amanhã joga-se a finalíssima na Luz (20h) e aí, espero eu, festejaremos mais um título nacional nesta modalidade. Estes rapazes merecem-no!

25/06/2009

As Eleições... As Eleições...


Começam a agradar-me estes pequenos períodos em que em termos de “postagem” me remeto ao silêncio e me limito a absorver informação, seja ela sob a forma escrita, oral ou visual. O distanciamento (ou tentativa de) ao qual me voto é sempre benéfico, apesar, e irão ler isso um pouco mais à frente, de ter a minha opção pessoal bem formatada em relação ao período (triste) em que vivemos.

Estas últimas semanas de Benfica têm sido bem mais agitadas do que o normal. Bem, talvez não mais agitadas, mas o motivo da agitação é um pouco diferente.
As novelas (habituais digam-se) de final/início de época tendo como protagonistas o treinador e a partidas e chegadas no “terminal” da Luz foram substituídas por quentes discussões relativamente às eleições. Nos jornais, nas televisões, na blogosfera encarnada e entre os amigos.
O tema “Eleições” é vasto. Tão vasto que peço desculpa pelo enorme texto com o qual vos vou presentear.

Vou dividi-lo por tópicos. Por vezes por personagens. Acredito que não concordem, que alguns argumentem que isto até pode ser mau benfiquismo, mas como diriam os saudosos (e esta é uma homenagem a um amigo de nome “Melga Mike”) Manic Street Preachers: This Is My Truth Tell Me Yours.
Com a vossa licença.

Luis Filipe Vieira

Tem de se começar por algum lado, e nada melhor do que pela personagem mais importante desta história: o presidente do SLB.
LFV vai para quase 9 anos de mandato presidencial no Sport Lisboa e Benfica. Substituiu Manuel Vilarinho que chegou ao clube após a gestão ruinosa de Vale e Azevedo (que por sua vez também recebeu outro legado não menos ruinoso: de Manuel Damásio).
Fazendo uma pesquisa pelo blog podem verificar que nunca morri de amores por Luis Filipe Vieira. Não me agrada o estilo, não me agrada a colagem ao modelo do fóculporto (apesar de ser constantemente negado, é por demais evidente…) e sobretudo não me agradam regimes ditatoriais em qualquer tipo de associativismo humano. Acredito numa meritocracia democrática.

Independentemente das minhas críticas em relação à gestão de LFV há que lhe dar valor por muita coisa que fez. O Benfica tem um Estádio que nos orgulha, tem finalmente um centro de estágio, manteve (ao contrário dos nossos rivais) os pavilhões e as piscinas, fazendo da Luz um pólo aglutinador de modalidades. Dá-me prazer ir a Luz aos fins-de-semana de manhã e ver dezenas de crianças a praticar desporto no nosso Estádio. Em relação a isso tiro o meu chapéu ao LFV. Como tiro em relação à Benfica TV.
Nas camadas jovens o Benfica vai lentamente recuperando do terramoto Vale e Azevedo e do “excelente” trabalho que o amigo do Souness fez nas nossas “youth teams”. Existem jogadores em ascensão que poderão, caso a gestão a nível sénior seja feita correctamente, a breve prazo chegar ao quadro principal do Benfica. O Miguel Victor já lá está, e pelo pouco que tenho visto dos juniores deste ano, provavelmente outros se seguirão. Desconheço se o mérito é do Alves, do Carraça, do Rui Aguas, do Bruno Lage ou do próprio Rui Costa. Provavelmente é um pouco de todos mas como LFV é o responsável máximo do Benfica, mais uma vez considero o trabalho ainda positivo, apesar dos passos atrás dados nos últimos dois anos.

No entanto ontem ouvi uma frase do António Costa que me deixou a pensar. A tirada é um original do Rui Rio e no caso particular do António Costa era dedicada ao Pedro Santana Lopes: “Quem faz a obra é quem a paga”. Lembrei-me do Benfica e de toda a obra que foi feita. Apesar das divergências que tenho com esta gestão não consegui sorrir. Fiquei apenas preocupado. O futuro dirá se com ou sem razão.

Aproveito o mote para justificar o porque não daria os meus 20 votos a LFV nas próximas eleições. Em primeiro lugar porque nunca o fiz. O que pode parecer uma declaração de casmurrice é simplesmente justificado por um aspecto: Não confio nele. Ou seja, não lhe compraria um carro em segunda mão.

A gestão do futebol do legado LFV é desastrosa. Se fizerem um rácio entre tempo no poder e títulos conquistados será porventura um dos piores do Benfica (provavelmente apenas suplantado pelo de Vale e Azevedo). Vieira conquistou uma Taça de Portugal, uma Supertaça, uma Taça da Liga e um Campeonato em praticamente 9 anos de presidência do Benfica. Se analisarmos bem, 2 desses títulos foram conquistados em situações “estranhas”: o campeonato ganho num ano em que o principal rival teve a sua pior época de sempre com 3 (!!!) treinadores (e mesmo assim ganho “à rasquinha” com uma cabeçada certeira do Luisão na penúltima jornada…) e da Taça da Liga é melhor não falar. Dirão os defensores de Vieira: “Ah e tal, o Fóculporto também ganha a roubar e também aproveita os nossos deméritos para vencer”. De acordo. E se o primeiro argumento é real (a até aceito justificar algumas brilhantes carreiras europeias com o “descanso” que é para o fóculporto o campeonato nacional) o segundo morre por si só. Pelo nosso demérito. Se analisar à lupa a gestão desportiva de LFV vejo treinadores que nada tinham em comum uns com os outros (o que denota clara falta de rumo): temos os estrangeiros vencedores sem nada a provar mas já na fase descendente da carreira (Trapattoni), os estrangeiros a meio da carreira com um percurso de altos e baixos (Camacho), os estrangeiros da nova geração (Koeman e Quique Flores) e os portugueses, um com títulos (Fernando Santos) outro com uma mão cheia de nada mas com vontade de ganhar (Jesus). Pelo meio ainda a substituição do Toni pelo Jesualdo com o nome de Mourinho a ecoar novamente nos corredores, no que representava uma tentativa de emendar à mão o erro cometido (por ambas as partes) que foi a saída de Mourinho do Benfica. Todos estes treinadores não tiveram o sucesso desejado no clube (uns menos que outros) e porventura nenhum deixou saudades (não acredito que se o Benfica anunciasse a contratação novamente de um destes nomes a máquina voraz do “sócio encarnado” ficasse feliz).

Chegaram também esta lista de jogadores sem qualquer qualidade para jogarem no Benfica: Toni, Cabral, Júlio César, Joao Manuel Pinto, Ronald Garcia, Pesaresi, Cristiano, Éder, Peixe, George Jardel, Anderson Luiz, Alex, Artur Futre, Yannick, José Rui, Manu, Amoreirinha, Paulo Almeida, Everson, Carlitos, Karadas, Delibasic, André Luiz, Beto, Karyaka, Moretto, Marco Ferreira, Laurent Robert, Manduca, Marcel, Miguelito, Diego Souza, Paulo Jorge, Kikin Fonseca, Derlei, Butt, Luis Filipe, Sretenovic, Zoro, Andres Diaz, Bergessio, Edcarlos e Makukula.
Dou de barato que alguns desta lista até tenham qualidades. Mas por um motivo ou outro nada renderam. Se por inadaptação, se por falta de orientação, se por erro de casting ou pura e simplesmente por ser o Benfica. Pior nível de aquisições apenas no período Damasiano.

Dirão os defensores do Presidente Vieira: “Ah e tal , alguns foram contratados pelo José Veiga como Director Desportivo do Benfica”. Deixo as seguintes perguntas: Quem é o responsável máximo? Quem contratou (e despediu) José Veiga?
Outros podem dizer que algumas das contratações foram da responsabilidade dos treinadores. Correcto. E qual o argumento para as aquisições em pacote de Alverca?
A outra face da moeda faz-se com nomes como Tiago, Ricardo Rocha, Nuno Gomes, Geovanni, Luisão, Manuel dos Santos, Nuno Assis, Nélson, Anderson, Léo, Karagounis, Miccoli, Rui Costa, David Luiz, Di Maria, Cardozo, Maxi Pereira, Christian Rodriguez, Aimar, Reyes, Ruben Amorim, Yebda, Sidnei e claro Simão Sabrosa, apesar da sua saída e os tais “2 jogadores do atlético” nunca ter sido bem explicada. Apesar do “affair” Christian Rodríguez, penso que o jogador deve ser incluído. E a sua saída do Benfica é mais imputável à sua falta de personalidade que à ineficácia da Direcção do Benfica. Direcção essa que permitiu que qualquer um pudesse ser capitão do Benfica: Fernando Meira usou a braçadeira no seu primeiro jogo, Drulovic foi capitão uma época inteira, e os exemplos não ficariam por aqui.
Pelo meio também outros (além do de Rodriguez) dossiers mal geridos: Manuel Fernandes à cabeça. No entanto, e mais uma vez, não há que fazer juízos de valor relativamente a esses casos. O ónus culpabilizante será repartido em diversos casos.

Já me alarguei demasiado em relação a LFV. O(s) meu(s) votos nunca poderiam ser nele. Existe demasiada má gestão desportiva, existem demasiadas promessas para cumprir e demasiada demagogia e populismo. Existe demasiado desrespeito pelas opiniões discordantes e demasiada governação camorrenta baseada em acordos de interesses e circunstância e na perseguição e insulto aos discordantes. Para isso contribui e muito uma massa amorfa benfiquista que apenas “acorda” neste momentos em que se contam espingardas para eleger candidatos. Onde estavam nos jogos? Onde estavam quando a equipa precisava de apoio em vez de lenços brancos?
Finalmente outro grande mérito de LFV. O Apito Dourado. Independentemente das conclusões judiciais do mesmo, o presidente LFV nunca deixou de lutar nessa causa. Se existiu “sururu” nesse campo deve-se a ele e ao livro da Carolina Salgado.

A nível da estrutura Benfica tenho também a apontar algumas coisas a Vieira: desde a falta de respeito para com muitos sócios, reflectida em problemas de bilhética para jogos fora (dificuldades nos grupos para irem a Camp Nou, inexistência de bilhetes para ir ao dragão), além da entrega dos destinos da segurança no complexo a alguém que revelou pouca competência e favorável à repressão constante sobre adeptos, fosse no estádio fosse nos pavilhões, e não me refiro somente aos membros dos grupos mas a todo o tipo de adeptos e sócios do clube. Também não consigo entender a entrada no clube de pessoas com ligações perigosas como José Veiga (pessoa que abordarei mais à frente), Paulo Gonçalves, Jorge Gomes (quantas voltas terá dado no túmulo o Presidente Jorge de Brito quando soube disso?), sem esquecer quando há uns anos andou a pavonear-se, perdoem-me o termo, com Filomena Pinto da Costa em plena Luz.

Não é uma presidência pela qual me orgulhe e como acredito mais facilmente em votos de protesto do que em votos úteis, não votaria neste momento em LFV.

Manuel Vilarinho

Até alguns dias atrás tinha por Manuel Vilarinho uma certa estima. Perdoei-lhe a promessa do Jardel não ter sido cumprida. Assobiei para o lado devido ao acto de ter “retirado” Vale e Azevedo da Luz.

O tempo foi passando. Vilarinho trouxe Vieira do Alverca e passou-lhe o testemunho. Ficou como presidente da Assembleia-geral do Benfica. Nas AG’s que assisti (e foram algumas) não demonstrou algum pulso necessário para manter a ordem e o respeito (inclusive pelo Presidente do Benfica, que mesmo discordando com ele, merece o meu respeito como tal). Assobiei para o lado.

Vilarinho apareceu nas últimas semanas ao seu melhor (pior) estilo. Numa entrevista à TVI24 resolveu falar de tudo e mais alguma coisa. E envergonhou o Benfica. Disse barbaridades acerca das modalidades e acerca do benfiquismo de cada um. Disse ainda que a antecipação das eleições fazia parte de uma estratégia pessoal do Presidente Vieira. Disse. Não foi escrito por jornalistas a soldo de interesses. Disse. Está gravado e foi difundido. Vilarinho foi talvez a personagem mais triste e infeliz destas últimas semanas. Até há alguns dias atrás encarava com normalidade a sua continuidade. Vieira, ciente da irresponsabilidade das declarações de Vilarinho chutou-o para canto. Substituído por Luis Nazaré (profissional competente que anteriormente passara e saiu do Benfica em desavença com … LFV), Vilarinho remeteu-se para onde está melhor: ao Silêncio.
De Vilarinho há também que não esquecer a colagem ao PSD de Durão Barroso. Num acto mais uma vez infeliz.

Movimento Benfica Vencer Vencer

Já há algum tempo que se vislumbrava uma forte oposição a LFV no combate eleitoral de Outubro. Juntaram-se diversas facções dos últimos tempos de Benfica (que vão desde os tempos de João Santos até aos de Vale e Azevedo) com não-alinhados e surgiu um Movimento: o Movimento Benfica Vencer Vencer.

Considero essencial o aparecer de um movimento de sócios do Benfica como este. É democraticamente importante existirem vozes críticas de preferência construtivas. Acompanhei com curiosidade o aparecimento do MBVV. Acho no entanto que a gravitação de determinadas personagens em redor do mesmo não lhe trará grandes benefícios. Não porque as pessoas não tenham direito à opinião. Todas têm. A questão é se o MBVV tem como objectivos a crítica à gestão do Benfica ou (como parece) eleitorais. Se tem eleitorais é realmente um tiro no pé ver o apoio ao MBVV de personagens como por ex o Manuel Damásio, ou tiradas como a que atribuíram a Vítor Santos (Bibi) a criação do estádio, pois se foi um dos criadores, e isso parece-me indiscutível, a forma como foi dita tal coisa desprezou de forma ingrata o grande trabalho de Mário Dias. No entanto, há que nunca esquecer, que algumas das personalidades que hoje são rostos visíveis do MBVV foram também apoiantes de Manuel Vilarinho aquando da luta eleitoral com Vale e Azevedo. Têm menos méritos agora que então? Há também Fernando Tavares, que ajudou a salvar o ecletismo do Benfica numa célebre Assembleia-geral no Casal Vistoso nos tempos de Manuel Vilarinho, e que acompanhou Vieira nas suas duas primeiras eleições. Seria uma garantia da manutenção do ecletismo do Benfica, é alguém muito apreciado nos pavilhões do Benfica, e foi alguém que sempre se mostrou muito sensível aos grupos de apoio do clube.

Acompanhei pessoalmente a apresentação do MBVV. Gostei dos gritos de “Benfica, Benfica, Benfica” no final da mesma (em vez dos Vieira, Vieira, Vieira numa Casa do Benfica dias antes). Esperava que fossem à luta. Não foram. Aceito a justificação do “golpe palaciano” de Vieira. Esperava que tivessem um projecto. Não o vi. E este já deveria estar pronto nesta fase. Tive pena. Gostei de ver o Bagão Félix na lista da putativa candidatura do MBVV para o Benfica.

Dá-lhe seriedade e coerência. Se daqui a 3 anos (ou menos) a lista se mantiver tal como está são uns sérios candidatos aos meus 20 votos. Se avançassem neste momento e sem programa visível…duvido.

Bruno Carvalho

Não conhecia o Bruno Carvalho até aparecerem as piores referências acerca da sua pessoa na blogosfera benfiquista. Comecei a acompanhar alguns dos seus textos no Novo Benfica de forma a poder comprovar o que muitos diziam dele. Li coisas que concordei, outras nem tanto. Não gosto da colagem ao modelo do fóculporto, mas também o Benfica de Vieira o faz. Encapotado. Na fase de campanha, o discurso é demasiado populista e “roça” o de Vale e Azevedo. No entanto há vários méritos que têm de ser apontados ao Bruno Carvalho: sempre pediu eleições antecipadas e estava pronto para a mesmas, tem um programa visível que sendo bom ou mau ao menos existe e pode ser consultado (ao contrário do de LFV e do MBVV) e sobretudo não desistiu. Está na Luta.

Não está ao nível de um Carlos Quaresma ou de um Guerra Madaleno mas também não me parece uma candidatura com capacidade para mais de 5% dos votos. Além dos anticorpos que gera por ser portuense (ridículo…) alimentou diversos ódios (por erro estratégico do mesmo) na blogosfera benfiquista que se propagaram ao universo dos adeptos. Errou também na maneira como geriu a campanha. A espectacular apresentação a bordo do Eagle One merece um aplauso (sim, um aplauso) por ser ousada e inovadora em Portugal (há mais de 20 anos já Silvio Berlusconi apresentava jogadores de helicóptero), mas em neste país cinzento e de pouca inovação acaba por gerar mais comentários de escárnio do que elogios. Apesar de tudo considero que tem feito uma campanha séria e válida. No entanto é uma carta fora do baralho apesar de ir a jogo. Seja hoje seja em 2012.

José Eduardo Moniz

Alto e para o baile. Quando o MBVV (e em particular José Veiga) disse que tinha um candidato para vencer longe de mim pensar em JEM. Pensei num Bagão Felix ou mesmo num Humberto Coelho. Sabia que Moniz era benfiquista mas não o via nestas andanças. E não via porquê? Em discussões privadas com amigos meus tenho uma teoria relativamente aos políticos: dado o nível da política portuguesa a mesma não se encontra atraente para gestores de sucesso no privado. Acho (achava) que o Benfica estava no mesmo estado. Apareciam Vieira, Carvalho, Veiga e … Quaresma. Nada de novo portanto. De repente soube de Moniz (na noite da apresentação do Movimento). Guardei o segredo e esperei pelos media. Rebentou no dia seguinte. Moniz era a opção número um do MBVV para as eleições. Jogava à bola (ou tentava) com uns companheiros de bancada quando chovem as sms’s a dizer que Moniz tinha recusado. Gostava que tivesse ido a jogo porque permitiria ter uma campanha eleitoral com debate de ideias. Ficou no banco.
Paciência. Cheguei a casa e vi a conferência de imprensa na internet. Percebi o medo de LFV que fez avançar para a estratégia de antecipação de eleições. Com Moniz em Outubro perdia. Com Moniz em Julho não teria a votação com uma percentagem “iraquiana” (é para ti Pedro F.ehehe) das ocasiões anteriores. Moniz é pessoa para ir a jogo. Seja em 2012 seja…antes.

Carlos Quaresma

Devia existir uma regra no Benfica que evitasse que certas personagens aparecessem coladas à imagem do Clube. Quaresma é uma delas. É o Guerra Madaleno destas eleições. Providência cautelar, lista em rascunho, a “família Ikea”, um Circo como profetizou um dia Artur Jorge.

José Veiga

Controverso Veiga entrou no Benfica pela mão de LFV. Apresenta como bandeira o último titulo conquistado e o blindar do balneário. Se em relação ao primeiro os seus méritos são mais modestos (para mim) do que o que ele pensa (para ele) devido ao carácter específico desse campeonato, já no segundo caso tiro-lhe o chapéu. Veiga sabe da “poda”. Aprendeu na escola da trapaça das Antas e sabe como funciona o Sistema. O maior elogio que lhe vi fazer foi por intermédio de um amigo meu do Colectivo (sim…tenho amigos em grupos rivais): “Lá em cima tremeu-se quando o Veiga assumiu o futebol do Benfica.”. Tem o óbice de ter sido Presidente da Casa do Fóculporto do Luxemburgo e alguma má “imprensa”. Do que lidei com ele nada tenho a apontar. Em relação ao nosso grupo sempre cumpriu tudo o que prometeu (ao contrário de LFV que sempre seguiu a favor do vento relativamente aos grupos organizados do Benfica) mas admito que seja uma personagem estranha ao Benfica. Veiga Presidente? Não me parece. Veiga na estrutura do Futebol do Benfica sobre a alçada de valores Benfiquistas? Talvez…

Não vai desistir e certamente irá a jogo no futuro. Com Moniz…ou sem ele.

Rui Costa

Neste momento é o valor mais intocável da estrutura benfiquista. Não pela qualidade do seu trabalho. Não pela sua visão de futebol. Não. Rui Costa é intocável por ser Benfiquista. Concordo com as vozes que dizem que o Rui Costa foi lançado às feras demasiado cedo. Concordo. Mas na altura quem poderia assumir o lugar? Rui Costa serviu (e está a servir) como mais um escudo protector do Presidente. Ouvi-o dizer (ouvi-o, não me contaram) que deixaria que o usassem se isso significasse o bem do Benfica. Acho que é o que estão a fazer e o Rui lá continua a bem do Benfica. Lamentei, mas compreendi muito bem, que assumisse a sua intenção de voto. Seria mais inteligente e um bem maior que se mantivesse sem assumir compromissos com quem quer que seja. O Rui é único mas será julgado juntamente com o LFV na próxima eleição de 2012.

Esperemos que Jesus e o projecto desportivo evitem que seja antes.

Neste final de época tem a mancha da rescisão de Quique Flores e da contratação de Jorge Jesus.

A novela teve o fim que todos sabiam há meses. Saiu Quique entrou Jesus. Pelo meio vários comunicados pouco sérios da SAD para a CMVM. Com desmentidos de factos reais. Desejo ao Rui Costa o melhor. Não só porque é o melhor para o Benfica, mas porque ele merece. E um dia, sinceramente, gostava que fosse o presidente do Benfica. Deixar-me ia bem mais orgulhoso do que os que têm por lá passado.

Eleições

Muitas vozes clamavam pela antecipação das mesmas para o final da época. Vieira provocou que fossem antecipadas para o defeso numa estratégia (segundo palavras de Manuel Vilarinho) que só ele podia explicar. Não explicou mas todos perceberam. Vieira, com medo da democracia popular (não confundir com populista) do Benfica resolveu jogar com os timings e fintar a oposição mais complicada que se perfilava para Outubro (como disse Moniz, se as eleições fossem em Outubro a conversa seria outra).

Independentemente de concordar ou não com eleições antecipadas (é ridículo os Estatutos do Benfica assumirem que as mesmas são em Outubro…) a maneira como toda a “trama” foi cozinhada envergonhou-me. A tradição democrática do Benfica foi enxovalhada num golpe palaciano e li algures uma frase que define tudo: o Benfica passou de clube democrático na ditadura para ditatorial na democracia. Ditadura? Mais uma colagem ao Fóculporto e ao seu regime presidencialista?


Jornais

Li num artigo do “vieirista” (ok..lambe cus) José Manuel Delgado que ao antecipar as eleiçoes Vieira evitava a manifestação das claques do Benfica caso os jogos não corressem de feição no início da época. Além de triste esta afirmação recupera o sentimento do Delgado anti-claques que sempre o caracterizou. Porventura por ter sido um guarda redes medíocre nunca sentiu o apoio de uma.

Sempre fui habituado a que A Bola defendesse os interesses do Benfica (como o Record dos viscondes e O Jogo do Fóculporto). Assumo isso com um sorriso matreiro. É obvio. Agora o que não esperava era que A Bola defendesse os interesses do presidente do Benfica (quem quer que ele seja). A que preço? Não sei. Sei que os artigos do José Manuel Delgado são para mim o que o Mourinho definiu como prostituição intelectual. A entrevista ao Rui Costa não teve qualquer pergunta incómoda (parecia escrita pelo João Gabriel) e as suas prosas defensoras de LFV só têm paralelo nas afirmações de um tal Pedro Guerra (funcionário da Benfica TV) que diz que o presidente LFV entrará na galeria de luxo dos presidentes do Benfica: “Luís Filipe Vieira vai ficar na História do Benfica: o quarteto de luxo de presidentes, Cosme Damião, Ferreira de Bogalho, Vieira de Brito e Borges Coutinho será um quinteto, daqui a uns anos”. Além de bajulador demonstra desconhecimento da história do Benfica: Cosme Damião nunca foi presidente. Tudo isto, pois claro, nas páginas de A Bola. Se a imprensa da Cofina é má (e é…) a Bola não está a prestar um melhor serviço. Péssima e parcial a cobertura das eleições no Benfica. Prostituição intelectual. Mais uma vez.

Grupos Organizados

O MBVV abordou os grupos. Não é segredo. Pelo que nos toca não ouviu promessas de votos. Ouviu preocupações e desalentos. Com o estado ao qual o Benfica chegou e da maneira que a direcção do Benfica trata os seus grupos. Erro de casting falar da legalização das claques (um assunto não discutível) mas de louvar não terem feito uma abordagem para pedir apoio (pelo menos directamente).

Em relação às outras candidaturas apenas o Bruno Carvalho levantou o assunto no seu programa que pode ser consultado no seu site. Também o vi falar da temática na Sic Noticias. Desconhece algumas coisas (a legalização mais uma vez) mas é importante ver que se preocupam connosco. Bem sei que porventura procuram votos mas felizmente os tempos das quotas pagas pelas direcções do Benfica e/ou material e viagens pagas pelos candidatos são uma realidade bem distante. A bem da independência. Individual e colectiva. Ao contrário da imprensa, pelo que nos toca, não nos prostituímos.

O meu Benfica (utópico)

A necessidade de apostar em modelos de outrem é demonstrativa da falta de um modelo próprio por parte do Benfica. O Freitas Lobo no seu artigo deste fim-de-semana no Expresso toca nesse ponto fulcral. Pelo que me toca, e aproveitando o que de bom se poderia importar, gostava de um misto de Athletic Bilbao com o Bayern. Um Benfica sem patrocínio nas camisolas com uma aposta em jogadores nacionais (os estrangeiros teriam de ser melhores que os portugueses disponíveis) não só no futebol sénior como nos escalões inferiores e nas modalidades de pavilhão. Gostava de um Benfica gerido por pessoas do Benfica. Pessoas que sentem o Benfica. Que viveram e cresceram no Benfica. Que sabem o que é uma Luz cheia nos derbys (e já agora que percebam que o nosso rival de sempre é o Sporting e que isto do fóculporto é mais uma coisa feita por eles – para se sentirem alguém – do que por nós) e vazia em jogos da Taça de Portugal.
Pessoas que se distingam no universo Benfiquista. Que não cheguem ao Benfica como salvadores ou messias. Benfiquistas. De sempre e para sempre. Percebem?


Dia 3 de Julho vou votar. Em branco. Imaculado destas trapalhadas todas que nestas últimas semanas apenas têm empobrecido a história do Benfica.

Obrigado pela vossa paciência em ler tudo isto.

Viva o Benfica !!!!

22/06/2009

Vieira. Modus operandi.

Já todos percebemos que o jornal A Bola tem sido, ao longo dos tempos, o suporte preferido de Luís Filipe Vieira para passar a sua mensagem. Na semana passada concedeu até uma entrevista exclusiva em pleno estádio da Luz (com que legitimidade? Não sei…) a este jornal. Até aqui nada de novo. O preço de tal exclusividade? Creio que a resposta aparece hoje na capa deste diário…

Não deixa de me causar perplexidade o papel a que alguns jornalista e um jornal com a história e tradição d'A Bola se sujeitam. A troco de algumas cenouras tornam-se no veículo de propaganda da máquina trituradora de Vieira e companhia, enviando o código deontológico dos jornalistas directamente para o galheiro! Primeiro com Veiga e o seu Movimento Benfica Vencer, Vencer (seres diabólicos que pretendem discutir o futuro do clube, essa chatice), agora com José Eduardo Moniz, um adversário que, pelos vistos, colocou o Presidente demissionário em sentido. Parece-me óbvio que esta notícia, para além de totalmente falsa e ridícula, representa um sério aviso a todos aqueles que ousem apoquentar o poder instalado: quem se meter com Vieira, leva!

Pelo caminho fica também Bruno Carvalho, o único candidato da oposição a votos. Contudo, estou certo que até Julho ainda surgirão manobras para afastar mais esta lista das eleições, baseando-se Vilarinho, bem mandado, na confusão gerada pelos estatutos para eliminar toda a concorrência. Independentemente da sua relevância, ou não, nas próximas eleições, a verdade é que Carvalho é o único rosto da oposição, pelo que merecia mais respeito e atenção da parte dos benfiquistas e órgãos de comunicação social desportivos.

Assim, o cenário está novamente montado para mais um passeio eleitoral de Vieira; os Vieiristas aplaudem enquanto os “abutres”, as “hienas”, os “papagaios” e os “histéricos”, que também pagam as suas quotas, manifestam a sua preocupação. Infelizmente, não posso deixar de sentir que esta geração de benfiquistas merece o Benfica actual. Um Benfica fracturado, ferido, sem valores democráticos… e perdedor.

17/06/2009

O mito das declarações de Jorge Jesus.

Muito se tem dito e escrito sobre Jorge Jesus e as suas declarações após o SL Benfica x SC Braga, da época passada. A maioria dos benfiquistas fundamenta a sua aversão ao treinador português devido a uma hipotética falta de respeito ao clube que agora o contratou.
Assim, tomei a liberdade de transcrever as tão badaladas declarações do, então, treinador do Braga, para quebrar de vez esse mito e colocar uma pedra sobre este assunto.



“O Benfica, na minha opinião, fez um bom jogo (…) mas não tem culpa nenhuma de ter uma equipa de arbitragem que o beneficiou nitidamente em determinados lances (…)”

“Mas vão perceber porque é que no futebol em Portugal só os três grandes vão ser campeões… é que não há hipótese nenhuma; eles não deixam!”

“Depois acontecem situações destas que não correspondem à verdade desportiva. Fairplay, verdade desportiva... mas qual fairplay, qual verdade desportiva? Isto é alguma verdade desportiva, o que se passou aqui?

“Lutar como? Só se for na Playstation! Na Playstation talvez eu consiga resolver isto…”


Onde estão as tais declarações injuriosas para o Sport Lisboa e Benfica? Será Jesus responsável pelas declarações de António Salvador e Mesquita Machado? Tudo bem que o homem carrega a cruz do nosso fado… mas não exageremos!

Vídeo das declarações de Jesus aqui.

16/06/2009

The Jorge Jesus effect.

Jorge Jesus será o próximo treinador do Benfica. Ao que tudo indica, assinará um contrato por objectivos com a duração de duas temporadas. Até aqui tudo bem; aprecio bastante o modo de trabalhar de Jesus e reconheço-lhe mérito pelo que realizou nos clubes por onde passou nos últimos anos.


No entanto, parece-me que os benfiquistas já estão fartos de Jesus mesmo antes da assinatura do seu vínculo com o clube. Toda esta novela em torno de “Quique” Flores, primeiro, e Jorge Jesus, depois, desgastou bastante a imagem e a margem de manobra do treinador português. Parece-me haver muita gente mortinha que a pré-época corra mal apenas para poder afirmar “eu tinha razão!”. Se tal acontecer, o Presidente eleito deverá apoiar incondicionalmente o treinador, afastando à partida qualquer tentativa de destabilização. Digo-o neste momento pois isto foi exactamente o oposto do que esta direcção, Rui Costa incluído, fez com “Quique” Flores. Os últimos dois meses do espanhol no Benfica foram uma autêntica vergonha e um exemplo perfeito daquilo que não deve ser feito na gestão de uma equipa de futebol.

Por outro lado, a própria contratação de Jesus esteve, como começa a ser hábito, envolta em grande confusão… e muito pouco secretismo. Os diários desportivos já escreviam sobre este negócio ainda o campeonato não tinha terminado. “É tudo mentira!”, diziam os responsáveis do SLB à CMVM; um mês e meio depois, aqui temos a confirmação que afinal era mesmo verdade.

Assim, com toda esta confusão a actual direcção conseguiu três efeitos:
  1. Irritar os seus adeptos a ponto de se anteciparem eleições devido ao ruído gerado por esta sequência de casos (Ramires/CMVM + “Quique” + Álvaro Pereira + Jesus).
  2. Aumentar o poder e credibilidade do jornal Record, que noticiou o negócio desde a primeira hora.
  3. Degradar, ainda mais, as relações institucionais com o Sporting Clube de Braga, clube do qual se esperava uma benesse na cedência de Jesus. Não o fizeram, e muito bem! Esperaria um comportamento igual do meu Presidente num caso semelhante.

É triste verificar que numa altura do ano em que tradicionalmente os ânimos se recarregam e as esperanças se renovam tem sucedido exactamente o contrário. O clube está, neste momento, completamente fracturado em diversas facções. De um lado temos os apoiantes da actual direcção e do outro grupos e movimentos oposicionistas. Pelo caminho vão ficando todos aqueles que se habituaram a ver regularmente o Benfica campeão.

Parece-me que a (falsa) pretensão que as futuras eleições tragam paz e sossego ao clube é perfeitamente utópica, pois a “estratégia” de Vieira proporcionou a desculpa perfeita para uma eventual derrota da oposição nas eleições. “Não tivemos tempo”, dirão os prováveis derrotados. Até neste capítulo Vieira falhou rotundamente.

A guerrilha segue dentro de momentos. O Benfica, esse, vai-se afundando cada vez mais.

15/06/2009

Os Mercenários.

ramires3

“O que você conhece do campeonato português? Qual é sua visão da Europa e do seu futebol?
Bom, eu conheço pouco do campeonato português. Até porque não tem como acompanhar muito aqui, as vezes passa os gols tudo mas conheço pouco. A gente vai para lá com a intenção de fazer uma boa competição, fazer uma boa temporada para que eu possa dai de Portugal para ir para outros grandes centros da Europa.”

 

Será que vale a pena insistir na aposta em jogadores com este tipo de mentalidade?

Como é possível o Sport Lisboa e Benfica continuar refém deste tipo de gente que apenas pensa em dinheiro e olha para o clube como uma rampa de lançamento? Perguntem ao Leandro Pimenta ou ao Nélson Oliveira se o seu sonho é “fazer uma boa temporada no Benfica para ir para outros grandes centros da Europa”…

 

PS: Por outro lado, e tal como previsto há mais de um mês, Jorge Jesus será o próximo treinador do Benfica. No entanto, fica a pergunta que se impõe: uma direcção demissionária terá legitimidade para tomar este tipo de decisões?  E se Vieira não ganhar?

 

FONTE: sambafoot.com

09/06/2009

O rosto do nosso Sistema.

Luis Filipe VieiraHá uma semana atrás, Manuel Vilarinho e Valter Marques juraram a pés juntos que, durante o jantar realizado no Hotel Altis, não se tinha discutido um eventual cenário de eleições antecipadas. Era tudo fabricado pela imprensa, esses demónios a soldo do Sistema. Tratava-se apenas de “um jantar realizado todas as Segundas-Feiras”, diziam eles. O próprio Presidente do Sport Lisboa e Benfica desmentiu estas notícias.

Ora, precisamente uma semana depois, os órgãos sociais do clube apresentaram a sua demissão em bloco, forçando a realização de eleições antecipadas no dia 3 de Julho.

Manuel Vilarinho, Valter Marques e Luís Filipe Vieira não só mentiram descaradamente a todos os benfiquistas, como também traíram a confiança de todos aqueles que confiaram nesta direcção há menos de três anos. Esta decisão marca também um novo ponto baixo na história democrática do clube pois o único objectivo desta medida é evitar a organização coerente de uma verdadeira oposição à actual direcção. Trata-se de mais uma decisão absolutamente vergonhosa, vinda de um elenco que já demonstrou variadíssimas vezes ser incompetente no que diz respeito à gestão desportiva do clube.

Por outro lado, a preparação da época 2009/2010 encontra-se seriamente comprometida. Demitimos o treinador “Quique” Flores, contratámos Patric e Ramires… e agora? Teremos de esperar até Julho para o novo treinador entrar em funções? As contratações pendentes ficarão em banho-maria até à decisão dos sócios? Esta situação faz algum sentido num clube que se diz profissional e com ambições a vencer todas as competições em que compete?! E Rui Costa, qual o seu papel em tudo isto?

De qualquer modo, parece-me óbvio que esta decisão, a ser tomada, deveria ter sido executada imediatamente após o término da época, minimizando as repercussões na equipa de futebol e no clube em geral. Infelizmente não foi esse o caso; mais uma vez, outros interesses falaram mais alto.

Por tudo isto, não tenho duvidas que estamos perante um autentico assalto ao poder no Sport Lisboa e Benfica. Contudo, mantenho a esperança que os sócios benfiquistas despertem desta letargia mortal que os atingiu nos últimos anos. Espero, sinceramente, que esta manobra manhosa não impeça que uma candidatura credível avance às urnas. O futuro do Benfica assim o exige!

08/06/2009

Fim-de-semana à Benfica.

Que dizer de um fim-de-semana quase perfeito para o nosso clube? Apenas "já não era sem tempo!". Os benfiquistas também merecem alegrias de vez em quando...
O cenário começou a ser construído na Sexta-Feira com a vitória da nossa equipa de Juvenis sobre o Sporting. 1-0, no Seixal. No entanto, as emoções mais fortes chegariam no Sábado com a realização de três jogos importantíssimos para as equipas neles envolvidas.

Juniores: Benfica 3 - 1 Sporting
Os nossos rapazes deram uma autêntica lição de futebol aos auto-intitulados "Reis da Formação". O resultado até peca por escasso, tal foi a superioridade evidenciada pela nossa equipa. Os nossos golos foram marcados por Yartey, Roderick Miranda e Adriano.
Torna-se difícil destacar jogadores quando a exibição colectiva da equipa foi tão consistente, mas Yartey, Lassana Camará e Adul encheram o campo e fizeram as delícias da bancada com as suas jogadas. Haja coragem e inteligência para apostar nesta rapaziada. Tenho a certeza que eles não nos irão desiludir.




Basket: Ovarense 63 - 71 Benfica
Campeões! Catorze anos depois da última vitória no campeonato, o Benfica sagrou-se no Sábado campeão 2008/2009. Os números são esclarecedores e a vitória não merece qualquer contestação. No entanto, como homenagem a um dos meus heróis benfiquistas, partilho convosco um vídeo da final do campeonato de 1994. Carlos Lisboa, é o seu nome.





Futsal: Freixieiro 5 - 5 Benfica (4 - 5 em penaltis)
Mais uma grande vitória desta equipa de verdadeiros campeões. Esta tem ainda mais valor devido às situações que foram ocorrendo durante a partida. Desde a grave lesão de Pedrinho, a desvantagem de 3-0 a meio da primeira parte e à arbitragem mais do que caseira, tudo este grupo de jogadores teve de ultrapassar. Foi, por isso, uma vitória contra tudo e contra todos. À Benfica!



O fim-de-semana só não foi perfeito devido à derrota da nossa equipa de Iniciados em Alcochete, frente ao Sporting; 3 - 1, foi o resultado final. No entanto, continuamos em primeiro na fase final e mantemos todas as condições para vencermos a competição. Os próximos jogos frente ao Braga e ao Porto serão decisivos.

04/06/2009

Álvaro Pereira: mais do mesmo.

Álvaro Pereira foi hoje confirmado como jogador do FC Porto para os próximos anos. Mais uma vez, um jogador-alvo do Benfica vai jogar para o rival que apenas necessitou de alguns dias para concluir o negócio. Em segredo, como se exige.


O Benfica esteve praticamente um mês a negociar com o Cluj; a notícia saiu em todos os meios de comunicação social e foi amplamente discutida em blogs e fóruns encarnados; o Presidente do Cluj comentou os pormenores do negócio; a direcção do clube não desmentiu o interesse no jogador e os jornais realizaram relatórios minunciosos sobre o "novo reforço do Benfica". Faltava apenas a assinatura do uruguaio para concluir a tranferência... esse pequeno-grande pormenor sem grande relevância.

Mais uma vez fomos ultrapassados devido a uma gritante inoperância directiva. Está na altura de o Benfica assumir as suas limitações para evitar ser humilhado (e foi mesmo) desta forma. Se não tinham dinheiro ou interesse em contratar este lateral deviam tê-lo afirmado publicamente, antecipando qualquer jogada matreira de Pinto da Costa. Curiosamente, o FC Porto nem precisava de contratar Álvaro Pereira pois tem Cissokho para a mesma posição, mas esta era uma oportunidade de ouro para humilhar de novo LFV e seus pares (depois de Rodriguez); e conseguiram-no.

Chega! Basta! O Benfica e os benfiquistas merecem mais respeito e profissionalismo por parte de quem dirige o clube neste momento! As novelas de Álvaro Pereira, Jorge Jesus, Rodriguez, Reyes e dos comunicados da CMVM envergonham qualquer benfiquista com orgulho na história centenária do seu clube. Este não é, definitivamente, o Benfica que nós conhecemos como "O Glorioso".

Por outro lado, finalmente confirmámos aquilo que já sabiamos há muito: Reyes realizou o seu último jogo pelo Benfica em Braga. Trata-se de um bom jogador tecnicamente mas que, infelizmente, não possui o ritmo competitivo que se exige a um jogador deste clube. Sendo assim, creio que se tomou a decisão certa ao deixar Reyes partir. No entanto, de que estão à espera para o assumir? Que o FC Porto o vá buscar? Lá está...

01/06/2009

Nikola Kalinić.

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Muita atenção a este jovem Ponta-de-Lança croata. Kalinic tem 20 anos, 187 cm e um enorme faro pelo golo. Joga actualmente no Hajduk Split e diz-se já ter vários grandes clubes europeus no seu encalço, com o Valência e Palermo à cabeça. Aparenta ter uma excelente capacidade de rotação e finalização, predicados essenciais para qualquer bom avançado. Admito que não sei qual seria o preço estipulado pelo clube croata, mas estamos claramente perante um jovem com um futuro bastante promissor.

Vejam Kalinić em acção na recente final da taça da Croácia onde marcou dois golos ao Zagreb, um deles de belo efeito.

Ricardo Rocha, já!


Ricardo Rocha encontra-se, neste momento, livre de contrato. Trata-se de um jogador voluntarioso, experiente e que foi campeão pelo Benfica em 2004/2005. Teve uma passagem frustrante por Inglaterra, é certo, mas seria uma inquestionável mais valia para a nossa equipa. Alguém acredita que conseguiremos ser campeões com uma defesa composta por jogadores tão jovens como Miguel Vítor, David Luiz, Sidnei e Patric? Eu não...
Por outro lado, a entrada de Rocha compensaria, de certo modo, a mais que provável saída de Luisão para o estrangeiro.

Esta é de caras. Por favor, não hesitem!

FONTE: A Bola